- O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, participou do JR Entrevista para falar do Plano Nacional de Combate ao Crime Organizado, com investimento de R$ 11 bilhões e ações para enfraquecer facções.
- O plano tem quatro eixos: combate ao fluxo financeiro das facções, enfrentamento ao tráfico de armas, aumento da elucidação de homicídios e endurecimento do sistema penitenciário.
- O governo pretende replicar o modelo das penitenciárias federais de segurança máxima em 138 unidades estaduais, cerca de 10% do total, abrigando presos de alta periculosidade.
- Há monitoramento de presos ligados a organizações criminosas e cooperação entre Ministério da Justiça, Banco Central, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e Polícia Federal para combater crimes financeiros e golpes virtuais.
- Destaques adicionais incluem o programa Celular Seguro, com base de dados de 2,5 milhões de aparelhos roubados, e o foco em feminicídio como desafio da segurança pública.
O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, participou nesta quarta-feira do JR Entrevista. Ele divulgou detalhes do Plano Nacional de Combate ao Crime Organizado, lançado pelo governo federal, que prevê investimento de 11 bilhões de reais e ações integradas entre estados e União para enfraquecer facções. A entrevista foi conduzida pelo jornalista Clébio Cavagnolle.
Lucas afirmou que o plano foi elaborado com a participação de secretários estaduais, policiais, Ministério Público e representantes da sociedade civil. A estratégia está organizada em quatro pilares: combate ao fluxo financeiro das facções, enfrentamento ao tráfico de armas, melhoria da elucidação de homicídios e endurecimento do sistema penitenciário.
Ele destacou que o financiamento ilegal sustenta a atuação dos grupos, permitindo aquisição de armas e corrupção de agentes públicos. O objetivo é tornar o dinheiro um freio à atuação das organizações criminosas. O governo pretende replicar em 138 unidades estaduais o modelo já utilizado nas penitenciárias federais de segurança máxima.
A ampliação do monitoramento de presos ligados a organizações criminosas foi apresentada como medida para reduzir a atuação de membros dentro das cadeias. Segundo o secretário, decisões que fragilizam esse aparato devem ocorrer apenas em situações excepcionais.
No âmbito de combate a crimes financeiros e golpes virtuais, Lucas informou que o Ministério da Justiça trabalha com Banco Central, Coaf e Polícia Federal para identificar movimentações suspeitas e reforçar a fiscalização sobre fintechs. A integração de dados é vista como essencial para o enfrentamento do crime organizado.
Outra linha discutida envolve o programa Celular Seguro, cuja nova fase deve atacar a receptação de aparelhos roubados. O governo já dispõe de uma base com 2,5 milhões de celulares roubados, sendo mais de 1 milhão apenas em São Paulo, segundo o secretário. A proposta inclui responsabilizar comerciantes da cadeia de venda de aparelhos ilegais.
Chico Lucas também tratou da violência contra as mulheres, reconhecendo o feminicídio como grande desafio. Ele defendeu ações de prevenção e mudanças culturais, reforçando a necessidade de integrar dados de segurança pública e saúde para identificar mulheres em risco e responsabilizar os agressores.
O conteúdo da entrevista está disponível na Record News, no R7 e nas redes sociais oficiais da Record, além do serviço RecordPlus.
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