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Sobrevivente afirma ter sido abusado por Epstein sob prisão domiciliar

Sobrevivente relata abusos de Epstein durante prisão domiciliar; testemunho evidencia falhas do sistema de justiça e reverbera no escrutínio político

Roza (right), was introduced to Epstein by his close associate, the modelling agent Jean-Luc Brunel
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  • Roza, sobrevivente de Jeffrey Epstein, afirmou que foi abusada sexualmente por ele enquanto estava em prisão domiciliar por solicitação de prostituição de menor.
  • Ela foi recrutada, aos 18 anos, por Jean-Luc Brunel, empresário de modelagem, em julho de 2009, em Nova York, sob promessa de carreira.
  • Epstein a molestou pela primeira vez no quarto dele e, nos três anos seguintes, houve repetidos casos de estupro, segundo o depoimento.
  • A audiência, organizada por democratas da Comissão de Supervisão da Câmara dos EUA, ocorreu em West Palm Beach, perto da residência de Donald Trump em Mar-a-Lago, sem peso jurídico.
  • Maria Farmer também testemunhou por mensagem gravada; o relatório cita falhas do sistema de justiça e ressalta preocupações com proteção de vítimas e com o acordo de 2008 que teria permitido continuidade dos abusos.

Roza, sobrevivente de Jeffrey Epstein, relatou aos legisladores dos EUA que o multimilionário abusou sexualmente dela quando ainda estava em prisão domiciliar por solicitação de prostituição de menor. Ela contou publicamente pela primeira vez, ao lado de outras vítimas, em uma audiência informal organizada por democratas da Câmara.

Ela disse que foi apresentada a Epstein por Jean-Luc Brunel, empresário de modelos, em julho de 2009, em Nova York, enquanto já havia entrado na cidade com visto. Roza afirmou que Epstein ofereceu um trabalho para ajudar com dificuldades financeiras e que, nos três anos seguintes, foi vítima de estupro.

A oitiva ocorreu em West Palm Beach, na Flórida, perto da residência de campo de Epstein, e foi conduzida por membros democratas do Comitê de Supervisão da Câmara. A sessão destacou que Epstein tramou para evitar responsabilização por anos, mesmo sob prisão domiciliar.

Conforme Roza, a primeira agressão ocorreu quando uma massagista a chamou ao quarto de Epstein; ela descreveu abuso contínuo ao longo de três anos e contou ter sido convidada a integrar a Fundação Florida Science, associada a Epstein, como parte do esquema para deixar o custódia com maior liberdade.

Epstein morreu em uma cela de prisão de Nova York, em 10 de agosto de 2019, enquanto aguardava julgamento por tráfico de facilitação de prostituição de menor. Em 2008, ele já havia sido condenado por solicitação de prostitution de menor, o que o tornou registrado como agressor sexual.

Um relatório dos comitês de fiscalização da Câmara divulgou que um acordo de plea bargain, negociado pelo advogado de Epstein em 2008, permitiu que ele continuasse abusando e traficando por quase mais uma década. Roza afirmou que o abuso durante a prisão domiciliar dificultou a busca por justiça.

Ela relatou retraumatização após ter o nome divulgado de forma acidental em arquivos do Departamento de Justiça, enquanto outros nomes permaneciam protegidos por redações. Roza disse que recebe contato de jornalistas globalmente e que não consegue viver sem olhar por cima do ombro.

O DOJ já afirmou que leva a proteção de vítimas a sério e informou ter removido diversos arquivos relacionados a Epstein após falhas de redação que expuseram identidades. Segundo o órgão, os erros ocorreram por falhas técnicas ou humanas.

Outra sobrevivente, Maria Farmer, também registrou seu depoimento aos legisladores por meio de mensagem gravada, afirmando que denunciou os abusos em 1996 e acusando autoridades de repetidos atrasos na ação.

Contexto e próximos passos

  • O objetivo da audiência foi manter o caso Epstein em evidência, sem implicar autoridades atuais.
  • As investigações na Câmara continuam, com foco na atuação do governo na gestão dos arquivos de Epstein.
  • As vítimas destacaram falhas do sistema de justiça na responsabilização de cúmplices e envolvidos.

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