- Sir Keir Starmer avisou a seus ministros e deputados que um desafio à liderança pode nos mergulhar no caos, enquanto tenta consolidar apoio com um plano “radical” de mudança.
- Ele apresentou um pacote de leis para reformar áreas como saúde, habitação e imigração e se reuniu com deputados e ministros no Parlamento.
- A crise interna continua: quatro ministros deixaram o governo e dezenas de deputados do Labour pedem a resignação de Starmer, com Wes Streeting sido apontado como possível aspirante.
- Streeting se reuniu com o primeiro-ministro no 10 Downing Street e, segundo aliados, pode tentar a liderança assim que houver possibilidade; o gabinete afirma ter confiança em Streeting, sem comentar detalhes.
- Além dele, outros nomes circulam como possíveis concorrentes, incluindo Andy Burnham, prefeito de Greater Manchester, que precisaria retornar ao Parlamento por meio de uma eleição parcial.
Sir Keir Starmer enfrenta turbulência interna no Labour após quedas de ministérios e pressões para renúncia. Politicamente pressionado, ele avisou que um desafio à liderança poderia mergulhar o partido e o país em caos. Em meio a esse cenário, ele lançou um pacote de leis consideradas radicais para reformar áreas como saúde, habitação e imigração.
Starmer reuniu ministros e deputados para apresentar as propostas e tentar manter a unidade do grupo. Ao mesmo tempo, quatro ministros já deixaram o governo e dezenas de parlamentares pedem a saída dele, com o segredo de Wes Streeting, atual secretário de Saúde, sendo citado como potencial desafiador.
O ministro Streeting estaria buscando o apoio de 81 deputados para acionar um processo de liderança, conforme as regras do Labour. Ele manteve reuniões com o primeiro-ministro em Downing Street, que disseram ter total confiança em Streeting, embora não comentassem sobre o conteúdo do encontro.
A articulação interna ocorreu em meio a críticas de líderes conservadores. Na apreciação do discurso do rei, a oposição destacou falhas do governo e questionou a liderança de Starmer, sugerindo que ele estaria limitado pela ausência de apoio suficiente na Câmara.
Na prática, ministros do governo discutiram, em tom reservado, a necessidade de atuar como se fossem insurgentes, governando de forma diferente para efetivar políticas. O primeiro-ministro aceitou a necessidade de mudanças estratégicas, segundo relatos.
Ainda sobre o tema, surgem indícios de outros possíveis concorrentes ao comando do Labour. Andy Burnham, prefeito de Greater Manchester, é apontado como favorito entre parlamentares, mas não é deputado no momento, o que complicaria uma candidatura imediata.
Burnham estaria sob pressão para retornar ao Parlamento via byelection, enquanto perdeu espaço em tentativas anteriores de concorrer. Em meio a rumores, ele afastou-se de compromissos de rádio para focar nas negociações locais, conforme nota de porta-voz.
Como próximo passo, Streeting deverá definir sua estratégia, com expectativa sobre apoio interno. O cenário permanece aberto, com várias figuras do Labour avaliando caminhos para a liderança. A imprensa acompanha o desenrolar com cautela.
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