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Trump volta a defender regulação de ameaças de IA

Trump muda de posição e defende comitê para avaliar riscos de IA, abrangendo segurança cibernética, biossegurança e combate a crimes

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agora defende a ideia de que as empresas precisam submeter seus modelos de IA a um comitê para aferir riscos de várias ordens; na imagem, Trump em entrevista a jornalistas em frente à Casa Branca
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  • Trump passou a defender que empresas façam comitê para avaliar riscos de IA, incluindo segurança digital, biossegurança e ameaças de hackers e crime organizado.
  • A mudança ocorre após avanços em IA que reforçam preocupações com segurança, citando o Mythos, da Anthropic, e possível risco ligado ao ChatGPT 5.5.
  • O ex-presidente Biden já havia aprovado um programa de regulação; os republicanos criticaram, mas agora dizem apoiar um decreto semelhante ao FDA para aprovação de modelos de IA.
  • O Mythos foi colocado em teste pela Anthropic em parceria com grandes empresas e com o governo; o Google relatou um ataque de IA tipo zero day detectado por seus engenheiros de segurança.
  • Diplomatas dos EUA e China buscam criar espaço neutro para tratar da IA durante a visita de Trump à China, comparando as ameaças a tratados de armas nucleares e químicas.

Donald Trump alterou o eixo de sua política de IA. O presidente passou a defender que empresas submetam seus modelos de IA a um comitê de avaliação de riscos, em vez de manter o setor sem supervisão. A mudança acontece após o surgimento de ferramentas que afetam a segurança cibernética mundial.

Historicamente, o governo americano criticava a regulação. O previous governo, republicano, minimizou a necessidade de controles mais rígidos. Nessa linha, o então vice-presidente JD Vance defendia menos regulação para não frear a inovação. Hoje, o cenário parece distinto.

A mudança de posição ganhou contornos práticos com a divulgação de planos para um decreto regulatório. A ideia é exigir que modelos de IA sejam comprovadamente seguros antes de uso amplo, similar ao processo de aprovação de remédios. A meta é reduzir riscos para negócios e governo.

Regulação de IA ganha espaço

O impulso regulatório ganhou força após surgirem ferramentas como Mythos, da Anthropic, consideradas de alto risco. Relatórios indicam que Mythos teste em 40 grandes empresas, incluindo Microsoft e Apple, além de órgãos do governo dos EUA. A Anthropic se envolve em disputa judicial com a administração Trump.

Em paralelo, o governo norte-americano anunciou a preparação de um decreto para regular IA. A proposta prevê avaliação de segurança de modelos, com passos parecidos aos aprovados pelo FDA. A fala de Kevin Hassett, diretor do Conselho Nacional Econômico, descreve a medida como proteção a negócios e Estado.

Ataque de IA gera preocupação

Ao mesmo tempo, a Alphabet informou ter detectado um ataque de IA com vulnerabilidades zero day. O Google relatou que o incidente envolveu uma ferramenta similar ao Mythos e que já foi contido. A empresa não informou atacantes nem alvos específicos, apenas comunicou autoridades competentes.

Essa evidência reforça o debate sobre checagens pré-uso de IA em ambientes corporativos. O tema ganha relevância global, com diplomatas de Trump buscando acordos para reduzir tensões durante a visita à China, iniciando nesta semana. A comparação com tratados de armas sugere a gravidade da questão.

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