- Wes Streeting prepara-se para lançar um desafio à liderança contra Keir Starmer, nesta quinta-feira, se conseguir apoio suficiente de MPs para acionar o processo.
- Streeting busca 81 apoios de parlamentares para abrir um concurso interno, enquanto a esquerda do Labour corre para indicar um candidato contra ele.
- Entre os nomes cotados estão Ed Miliband e Angela Rayner como possíveis concorrentes; Andy Burnham é visto como favorito entre a esquerda, mas ainda não tem assento.
- Starmer tenta evitar a abertura de uma contenda, dizendo a ministros e MPs que não há espaço para um desafio que paralisar o governo; aliados do governo ressaltam a importância de manter a gestão vigente.
- O tortuoso cenário interno inclui a possibilidade de um pleito com três candidaturas, com votos preferenciais que poderiam manter Starmer no poder mesmo em uma posição de derrota em segundo lugar.
Wes Streeting prepara-se para lançar um desafio à leadership de Keir Starmer, caso obtenha apoio suficiente de deputados para acionar o processo. A ofensiva ocorre na véspera de uma possível contestação interna.
Streeting busca obter 81 assinaturas de MPs essenciais para abrir o processo de liderança. A mobilização é descrita como decisiva por aliados, com contatos ativos entre os correligionários para chegar ao número.
Na esquerda do Labour, a corrida provoca correria em busca de um candidato que confronte Streeting, com Ed Miliband e Angela Rayner citados como possíveis nomes. A disputa parece ganhando forma interna.
O favorito entre muitos do campo moderado é o ex-prefeito Andy Burnham, de Greater Manchester, que ainda não possui assento no Parlamento. Havia tentativas para que urbanidades deixassem vagas para ele.
Movimentação interna no Labour
Miliband e Rayner teriam apoio entre setores influentes, segundo fontes, enquanto Burnham enfrenta entraves para entrar no Parlamento a tempo de uma eventual liderança. Alguns deputados pressionam por uma transição ordenada.
Starmer, por sua vez, reuniu ministros e deputados no Parlamento para evitar um pleito que, segundo ele, poderia paralisar o governo. O premiê também pressionou por evitar a destabilização interna.
Alguns aliados de Streeting afirmam estar certos de que o número necessário será alcançado, mesmo diante de ceticismo de parte da bancada, em especial de membros da ala esquerda.
Reações e cenários
Downing Street mantém posição de que Starmer disputará qualquer contenda, alinhando-se à agenda de governo apresentada recentemente. Analistas veem vantagens para o premiê se o cenário ficar mais fragmentado.
Caso Streeting avance e haja uma disputa tripla, alguns veem o prêmio de liderança como favorável a Starmer pela tendência de votos de segundo turno no sistema de votação do Labour.
Outros parlamentares indicam que o desfecho dependerá de como os participantes articularem suas propostas, já que a dinâmica interna pode redefinir o ritmo da agenda do governo.
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