- Xiye Bastida, 24, ativista climática mexicana, afirma que os jovens do Sul Global vão decidir o futuro do mundo.
- Em entrevista ao Valor, ela diz que o mundo está vendendo o seu futuro ao explorar combustíveis fósseis e não agir contra as mudanças climáticas.
- Participante da COP26 em Glasgow, ressaltou a importância de jovens se envolverem na política para pressionar governos e empresas.
- Afirmou que subsídios aos combustíveis fósseis representam venda do futuro por interesses econômicos de curto prazo.
- Enfatizou que a crise climática é crise de direitos humanos e que é necessária transformação profunda na forma de produzir e consumir energia, com jovens se organizando e agindo coletivamente.
Xiye Bastida, ativista climática mexicana de 24 anos, afirmou ao Valor que os jovens do Sul Global vão decidir o futuro do mundo. Em sua leitura, o caminho passa por enfrentar a continuidade da exploração de combustíveis fósseis e a inação diante das mudanças climáticas.
Ela explicou que o mundo está “vendendo o nosso futuro” ao manter subsidiações a fósseis e ao não adotar medidas mais decisivas. Bastida participou da COP26, em Glasgow, destacando a necessidade de engajamento juvenil na pressão por políticas públicas e atuação empresarial.
De acordo com a ativista, a juventude tem papel central na transformação do sistema econômico e político, pois herdará o planeta e enfrentará as consequências das decisões passadas. Subsidíos a combustíveis fósseis foram apontados como exemplo de interesses de curto prazo.
Bastida ressaltou que a crise climática é também uma crise de direitos humanos e pediu garantias de um planeta habitável para as próximas gerações. A agenda apresentada envolve mudanças profundas na produção e no consumo de energia.
A participação dos jovens em movimentos sociais e políticos foi destacada como essencial. Segundo ela, não basta esperar pelos governos: é necessário agir de forma coletiva e consciente para pressionar por mudanças estruturais.
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