- A Ypê informou à Anvisa, em reunião em Brasília, que intensificou ações para cumprir 239 medidas corretivas na fábrica de Amparo, após a determinação da agência.
- A reunião ocorreu nesta terça-feira, 12, e, na quarta-feira, 13, a Anvisa definirá os rumos da proibição da venda de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes do lote com final 1 da marca.
- A decisão não se baseia apenas na inspeção mais recente; o histórico da fabricante também é considerado pela Anvisa, que apontou falhas estruturais graves de garantia de qualidade no processo.
- Entre as irregularidades listadas pela Anvisa estão armazenamento inadequado, falhas no controle de qualidade, rastreabilidade deficiente e reprocessamento de produtos.
- Além da suspensão atual, há registros de uma suspensão em 2025 por presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa e cerca de sete ocorrências em 2024.
Em reunião na sede da Anvisa, a fabricante Ypê informou que já realizou 239 ações corretivas em sua fábrica de Amparo, interior de São Paulo. O objetivo é cumprir exigências da vigilância sanitária após a determinação de suspensão de venda de detergentes e outros produtos do lote final 1 da marca. A reunião ocorreu nesta terça (12), com decisão a ser tomada na tarde desta quarta (13).
Participantes da conversa foram o presidente da Anvisa, Leandro Safatle, e o diretor responsável pela fiscalização, Daniel Pereira, além de Waldir Beira Júnior, presidente da Ypê, e Jorge Eduardo Beira, COO da empresa. O encontro tratou das medidas adotadas pela empresa para readequação de processos.
Segundo a Anvisa, a fábrica de Amparo intensificou o trabalho para atender as 239 ações corretivas listadas pela Ypê, com foco em atender as exigências de vigilância sanitária. As ações consideram inspeções de 2024 e 2025.
Contexto regulatório
A Anvisa instituiu a proibição de venda e uso de detergentes, lava roupas líquidos e desinfetantes da Ypê no dia 7 de dezembro, após irregularidades constatadas na fábrica e em visitas subsequentes. A medida envolve o lote com final 1.
Entre as falhas apontadas pela agência estão problemas no armazenamento, controle de qualidade e rastreabilidade dos produtos, além de reprocessamento, limpeza inadequada e controle de microrganismos. A avaliação também levou em conta o histórico da fabricante.
A Anvisa aponta que houve suspensão anterior em 2025, com identificação de Pseudomonas aeruginosa, além de cerca de sete ocorrências em 2024. Essas evidências contribuíram para o raciocínio de risco sanitário.
A Ypê afirmou, em nota enviada à imprensa, o compromisso com a transparência e a qualidade. A empresa diz realizar análises técnicas e testes independentes e manter os órgãos reguladores informados.
Para atender os consumidores, a empresa afirmou ter ampliado o atendimento do SAC e disponibilizado suporte adicional. O objetivo é esclarecer dúvidas dos clientes sobre os produtos afetados e as etapas de adequação.
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