- O diretório do Novo no Paraná classifica como precipitada a divulgação de vídeo de Romeu Zema atacando Flávio Bolsonaro em meio a denúncias sobre financiamento de filme do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
- Zema é pré-candidato à Presidência em aliança com Sergio Moro; o grupo no Paraná é liderado pelo ex-coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, que busca vaga no Senado com apoio do PL.
- A nota do Novo paranaense aponta que o vídeo gerou ruídos em alianças já estabelecidas e que posicionamentos públicos devem seguir alinhamento prévio com a convenção nacional.
- O áudio e mensagens revelados mostram Flávio Bolsonaro cobrando dinheiro de Vorcaro para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro; a investigação envolve o caso conhecido como Banco Master.
- A aliança entre PL e Novo no Paraná permanece segundo o diretório, com pedido de investigação completa do caso e instalação de CPI mista do Banco Master.
O diretório do Novo no Paraná classificou como precipitada a divulgação de um vídeo de Romeu Zema, pré-candidato do partido à Presidência, atacando Flávio Bolsonaro, relacionado a um áudio de cobrança de recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A divulgação ocorreu em meio a uma aliança entre Novo e PL no estado, liderada por Deltan Dallagnol, ex-coordenador da Lava-Jato, que disputa o Senado com apoio do PL e Sergio Moro.
A nota do Novo no Paraná afirma que o material não passou por alinhamento com a convenção nacional e gerou ruídos em alianças já definidas. No estado, a chapa integrada pelo ex-coordenador da Lava-Jato busca o Senado na linha de Sergio Moro para o governo e Filipe Barros para a outra vaga.
O grupo reforça que a aliança entre PL e Novo no Paraná permanece estável, baseada em diálogo e convergência de princípios, com oposição ao PT e à esquerda. Também pede investigação completa do caso Banco Master e a instalação de uma CPI mista para apurar o tema, solicitando atuação dos mecanismos de fiscalização.
Nesta quarta-feira, 13, foi divulgado áudio e mensagens que mostram Flávio Bolsonaro cobrando dinheiro de Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro, pai do senador. Vorcaro já havia desembolsado cerca de R$ 61 milhões para a produção de Dark Horse, conforme noticiado, e o site The Intercept Brasil revelou as informações, com a autenticidade das mensagens confirmada pela Folha junto a fontes ligadas à investigação.
Em vídeo publicado nas redes, Zema afirmou que a divulgação foi um “tapa na cara” de apoiadores de valores éticos, defendendo que é preciso manter credibilidade para promover mudanças. O ex-governador de Minas ressaltou a necessidade de evitar práticas semelhantes às de adversários, sem mencionar diretamente os demais atores.
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