- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, garantiu votar a PEC que prevê fim da escala 6×1 na semana seguinte à aprovação na Câmara, com a previsão de que tudo seja votado em ambas as casas até quinze de julho.
- A Câmara deve discutir a PEC ainda neste mês de maio, com votação prevista para ocorrer até o dia vinte e oito.
- O ministro do Trabalho e Emprego afirmou que não haverá compensação financeira para empresas decorrente da redução da jornada; a regra deve se basear em produtividade.
- O relator na Câmara ressaltou que o texto deixará explícita a vedação de redução salarial com a adoção da nova escala, e que a emenda constitucional deverá esclarecer esse ponto.
- O autor da PEC aposta em mais de quatrocentos e cinquenta votos favoráveis na Câmara e mantém a ideia de avançar com uma redução gradual da jornada, até chegar a quarenta horas semanais.
O deputado federal Paulinho da Força afirmou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, garantiu votar a PEC que visa o fim da escala 6×1 na semana seguinte à aprovação na Câmara, mantendo o texto para apreciação até 15 de julho. A declaração ocorreu nesta quinta-feira, durante audiência pública no Palácio do Trabalhador, em São Paulo.
Segundo Paulinho, se a Câmara votar o texto na semana do dia 27 de maio, o Senado deverá levar o tema para votação na semana seguinte. A previsão é que a PEC seja apreciada em ambas as Casas ainda neste semestre.
Participaram da audiência o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e o deputado Hugo Motta, presidente da Câmara. Marinho destacou apoio para reduzir a jornada para 40 horas semanais, sem redução salarial, com duas folgas na semana. Motta sinalizou acordo com a base governista sobre o trâmite.
Avanço da PEC e votações
O relator na Câmara, Léo Prates, disse que o texto deixará explícito que a nova escala não reduzirá o salário. Ele afirmou que o objetivo é chegar a um texto que funcione e tenha apoio suficiente, citando o papel do presidente Motta.
Reginaldo Lopes, autor da PEC, afirmou que a mobilização social pressiona pela votação e estimou apoio superior a 450 votos na Câmara. Ele também manteve a ideia de ampliar a redução para 36 horas, na forma 4×3, caso haja consenso, apesar da proposta atual prever 40 horas a menos.
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