- Áudio revela que o senador Flávio Bolsonaro pediu R$ 134 milhões a Daniel Vorcaro para financiar filme sobre Jair Bolsonaro; pelo menos R$ 61 milhões já foram repassados, e havia busca por mais recursos.
- Pastores do grupo Aliança, que reúne líderes evangélicos, ficaram irritados com o assunto e a falta de transparência envolvendo a pré-candidatura de Flávio.
- Internamente, ala do grupo defende migrar apoio de Flávio para o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado; Romeu Zema, de Minas, empolga menos, mas é considerado.
- A controvérsia reacende desconfianças sobre se Flávio herdou o capital político do pai e sua conexão com a base religiosa, segundo líderes ouvidos pelos integrantes do Aliança.
- Em meio ao episódio, discutem-se alternativas para a cena eleitoral contra Lula; Michele Bolsonaro foi lembrada, mas dependem de barreiras legais, familiares e de alianças.
O áudio em que Flávio Bolsonaro é acusado de ter pedido recursos para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro gerou tensão entre lideranças evangélicas. Segundo as informações, o senador solicitou valores altos a Daniel Vorcaro, dono de instituição financeira, para a produção com participação de Jim Caviezel como Bolsonaro. Os recursos teriam chegado a pelo menos 61 milhões de reais.
A revelação caiu em meio a um ambiente de desconfiança dentro do grupo de pastores conhecido como Aliança, que reúne líderes com trânsito político nacional. A ala que sustenta o apoio a Flávio teme impactos sobre a credibilidade e a coesão das lideranças, ainda que alguns mantenham cautela antes de assumir qualquer posição pública.
A discussão interna aponta para a possibilidade de migrar o suporte de Flávio para o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado. Romeu Zema, ex-governador de Minas e figura do Novo, é citado como opção menos empolgante pela ala que analisa o cenário para 2026. A avaliação geral é de que Flávio pode não ser o candidato ideal neste momento.
Repercussões internas
Pastores ouvidos reservadamente dizem que o episódio aumenta a necessidade de transparência sobre o uso de recursos e de cordões de ligação entre base religiosa e política. Alguns membros chegaram a retirar publicações de apoio ao senador após a divulgação dos relatos.
A inquietação também envolve a forma como Flávio se posiciona politicamente frente ao bolsonarismo tradicional. Há dúvidas sobre a continuidade do elo orgânico com a base religiosa e sobre a previsibilidade de alianças futuras, diante de novos desdobramentos.
Cenário político atual
Como alternativa, há a menção a uma dobradinha com Tarcísio de Freitas, caso o cenário eleitoral se mantenha inviável para Caiado à frente da chapa. A ex-primeira-dama Michele Bolsonaro surge apenas como possibility, sujeita a entraves legais e familiares, já que a regra eleitoral restringe mudanças de cargos neste estágio.
O grupo também discutiu o impacto de novos episódios sobre a mobilização conservadora para 2026. Líderes ressaltam que os desdobramentos devem ser acompanhados com atenção, sem precipitar apoios públicos ou desfechos definidos.
O tema ganhou ainda maior relevância devido ao momento político, marcado pela inelegibilidade de Bolsonaro e pela busca por um candidato que conecte apoio religioso, base conservadora e perfil de gestão pública. Novas informações devem orientar as decisões internas do grupo.
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