- Áudios em que Flávio Bolsonaro pediu 135 milhões de reais ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse viraram tema de briga entre vereadores de Porto Alegre.
- Durante a sessão da Câmara, o vereador Mauro Pinheiro tirou o microfone da vereadora Juliana de Souza enquanto ela falava sobre o caso; o vídeo circula nas redes.
- O deputado Paulo Pimenta compartilhou o vídeo e prestou solidariedade à colega de partido diante do episódio de violência política de gênero.
- Flávio Bolsonaro reconheceu o pedido, dizendo que seria um patrocínio privado para um filme privado, negando irregularidades. Parte do valor teria sido pago por meio de um fundo nos Estados Unidos ligado a Eduardo Bolsonaro.
- O filme Dark Horse já era alvo do Supremo Tribunal Federal pela suspeita de uso de emendas parlamentares na modalidade pix; a defesa sustenta que não houve irregularidade.
O áudio em que Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato, supostamente pedia dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ganhou contorno de disputa política na Câmara de Porto Alegre. O episódio ocorreu durante uma sessão da Câmara de Vereadores da cidade.
Na ocasião, o vereador Mauro Pinheiro, do PP, arrancou o microfone da vereadora Juliana de Souza, do PT, que falava sobre o caso. O incidente ocorreu logo após a divulgação das mensagens envolvendo o tema, gerando protestos e pedidos de esclarecimentos.
Detalhes do episódio
A gravação circulou nas redes sociais e foi divulgada pelo deputado Paulo Pimenta, do PT, que manifestou apoio à colega. Juliana de Souza relatou ter sido vítima de violência política de gênero durante a votação da lei de ocupação de solo.
Contexto do financiamento
Relatórios indicam que Flávio Bolsonaro solicitou 135 milhões de reais a Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, que retrata a vida de Jair Bolsonaro. Parte do recurso teria sido pago por meio de um fundo sediado nos EUA, ligado a Eduardo Bolsonaro. Flávio disse que o patrocínio seria privado e para um projeto privado, sem irregularidades. O caso também envolve investigação do STF sobre eventuais emendas em Pix.
Entre na conversa da comunidade