- A Polícia Federal deflagrou a sexta fase da Operação Compliance Zero, após autorização do STF, para investigar crimes ligados ao Banco Master; houve prisão de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, e alvos da “Turma de Vorcaro” contratados para influenciar as investigações.
- as ações ocorreram nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais; foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão; já houve a prisão de um agente da PF e buscas na casa de uma delegada da PF afastada.
- A PF divide o esquema em quatro núcleos; um deles é o núcleo de intimidação e obstrução de justiça, responsável pelo monitoramento ilegal de adversários, jornalistas e autoridades.
- Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado, é apontado como líder do grupo e responsável por operações de coerção e obtenção de dados sensíveis; Luiz Phillippi Machado de Mourão, conhecido como “Sicário”, coordenaria monitoramento e levantamentos de dados; Mourão morreu após ter atentado contra a própria vida enquanto estava sob custódia.
- entre os demais integrantes listados estão Fabiano Campos Zettel (financiamento e operacionalização de pagamentos à Turma), Ana Claudia Queiroz de Paiva (financiamento e operacionalização de pagamentos) e Paulo Sérgio Neves de Souza, Belline Santana e Leonardo Augusto Furtado Palhares (medidas de monitoramento).
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira a sexta fase da Operação Compliance Zero, que investiga crimes ligados ao Banco Master. O alvo é a chamada Turma de Vorcaro, contratado por Daniel Vorcaro para influenciar as investigações.
A ação ocorreu após autorização do STF e envolveu sete prisões preventivas e 17 mandados de busca e apreensão. Os alvos foram localizados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, incluindo Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro.
Segundo a apuração, a operação já prendeu um agente da PF suspeito de envolvimento no esquema. Também houve busca na casa de uma delegada da PF afastada e de um policial aposentado. Até o momento, as identidades estão sob sigilo.
A Turma
A PF dividiu o esquema em quatro núcleos de atuação, com um deles dedicado à intimidação e obstrução de justiça. O grupo monitorava adversários, jornalistas e autoridades de forma irregular.
A organização era estruturada para vigilância, coerção e obtenção de informações sigilosas. O objetivo era monitorar críticos do conglomerado financeiro e coletar dados relevantes para seus interesses.
- Marilson Roseno da Silva — apontado como líder e integrante central
- Luiz Phillippi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário” — coordenação de informações e monitoramento
- Fabiano Campos Zettel — financiamento e operacionalização dos pagamentos
- Ana Claudia Queiroz de Paiva — financiamento e operacionalização dos pagamentos
- Paulo Sérgio Neves de Souza — monitoramento
- Belline Santana — monitoramento
- Leonardo Augusto Furtado Palhares — monitoramento
Mourão morreu por morte encefálica após estar sob custódia da PF, após tentativa de autolesão. A apuração mostra que o grupo também atuava contra antigos funcionários do Master para levantar dados. As identidades dos investigados estão sob sigilo até novo despacho.
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