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Deltan diz que não há crime em áudio de Flávio Bolsonaro para Vorcaro

Áudio revela negociação de financiamento de Vorcaro para filme sobre Jair Bolsonaro; Deltan diz que não há crime e aponta patrocínio privado sem contrapartida

Deputado cassado Deltan Dallagnol (Podemos-PR) no plenário da Câmara - metrópoles
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  • Deltan Dallagnol afirmou, em redes sociais, que o áudio de Flávio Bolsonaro para o banqueiro Daniel Vorcaro não mostra crime e caracteriza patrocínio privado sem contrapartida.
  • Reportagem do Intercept Brasil aponta que Vorcaro desembolsou cerca de R$ 61 milhões para financiar o filme Dark Horse sobre Jair Bolsonaro, com pagamentos em seis operações entre fevereiro e maio de 2025; o total negociado pode chegar a R$ 134 milhões.
  • Um áudio atribuído a Flávio Bolsonaro, de 8 de setembro de 2025, mostra o senador cobrando atrasos nos repasses para a produção do filme.
  • Flávio Bolsonaro confirmou participação nas negociações, mas negou irregularidades nas tratativas.
  • A disputa envolve Dallagnol e Gleisi Hoffmann no Paraná, com Dallagnol desafiando a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre o caso do Banco Master.

Deltan Dallagnol afirma que áudio entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro não configura crime. A defesa surgiu após vazamento de registros que indicam negociações para financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro. O episódio envolve o filho do ex-presidente e o banqueiro por trás do Master.

Dallagnol classificou o caso como patrocínio privado sem contrapartidas, lembrando critérios usados pela Lava Jato em casos similares. Segundo ele, não há elemento que demonstre crime ou qualquer obrigação negociada entre as partes. A declaração ocorreu nas redes sociais.

O ex-procurador ressaltou que não houve alegação de contrapartida e afirmou que Flávio foi o primeiro a pedir uma investigação ampla sobre o assunto. A posição faz parte de uma resposta a críticas de outros atores políticos.

Embate com Gleisi

Gleisi Hoffmann, deputada do PT, causou o choque com críticas ao silêncio de Dallagnol e de Moro. Dallagnol respondeu que estaria pronto para acionar a CPMI e pediu apoio da esquerda para abrir apuração sobre o caso.

Ele também desafiou Gleisi a endossar a criação de uma CPMI para apurar o financiamento, sugerindo que, se houver interesse real em investigação, a parlamentar deveria assinar o pedido agora. A resposta ocorreu no contexto de disputas eleitorais no Paraná.

O episódio ocorre em meio a pré-candidaturas de Dallagnol e Gleisi ao Senado, ampliando o componente político da controvérsia. O histórico de relações entre as partes aumenta a relevância do tema para o cenário local.

Áudio vazado e financiamento

Relatórios do Intercept Brasil apontam que o banqueiro Vorcaro teria aportado cerca de 61 milhões de reais para financiar o longa Dark Horse, biografia de Jair Bolsonaro. A reportagem aponta que os recursos teriam sido solicitados por Flávio Bolsonaro.

Segundo as informações veiculadas, as transações ocorreram entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações, com o valor total estimado em 134 milhões de reais. Não há confirmação de que todo o montante tenha sido efetivamente transferido.

Um áudio atribuído a Flávio Bolsonaro, datado de 8 de setembro de 2025, traz o parlamentar cobrando Vorcaro por repasses atrasados. A gravação descreve a pressão sobre prazos e a expectativa de conclusão do projeto.

Flávio Bolsonaro confirmou participação nas tratativas de financiamento, mas negou irregularidades. A defesa informou que as conversas mantêm-se dentro de padrões legais e que não houve vantagem indevida.

Este caso permanece sob escrutínio público enquanto as investigações evoluem. A divulgação dos áudios gerou reação rápida de apoiadores e críticos, ampliando a discussão sobre financiamento de cinema envolvendo figuras políticas.

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