- A Dark Horse ainda não solicitou autorização para lançamento comercial no Brasil; a Ancine informou ao Metrópoles que não consta pedido na base de dados.
- A estreia prevista, com Jim Caviezel interpretando Bolsonaro, seria nos Estados Unidos em 11 de setembro de 2026; o site Deadline aponta que ainda não há data oficial.
- Um áudio divulgado mostrou Flávio Bolsonaro pedindo recursos a Daniel Vorcaro para financiar o filme, que está em produção nos Estados Unidos.
- Vorcaro teria desembolsado cerca de R$ 61 milhões entre fevereiro e maio de 2025, dentro de um contrato que somaria R$ 134 milhões, com parte dos valores indo para um fundo nos EUA ligado a aliados de Eduardo Bolsonaro.
- Flávio Bolsonaro negou o repasse inicialmente, depois confirmou a solicitação de recursos, dizendo que o financiamento era privado e não havia irregularidades.
Após o filme Dark Horse, que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro, não houve pedido de registro para lançamento comercial no Brasil. A informação foi confirmada pela Ancine ao Metrópoles nesta quinta-feira (14/5).
A Ancine afirmou que não consta na base de dados pedido de registro para lançamento comercial da obra no Brasil. O órgão mantém a leitura de que não houve inclusão de autorização para o filme.
O elenco inclui Jim Caviezel no papel de Bolsonaro, com previsão de estreia nos Estados Unidos para 11 de setembro de 2026. O Deadline, em abril, informou que a produção ainda não tem data oficial de lançamento.
Situação regulatória
O tema ganhou novo contorno após a divulgação de áudio pelo The Intercept Brasil, no qual o senador Flávio Bolsonaro solicita recursos a Daniel Vorcaro para financiar o longa, produzido nos Estados Unidos. A reportagem aponta que Vorcaro teria desembolsado cerca de 61 milhões de reais entre fevereiro e maio de 2025.
A reportagem aponta ainda que o montante total do contrato seria de 134 milhões de reais. Parte dos valores teriam sido transferidos para um fundo nos EUA ligado a aliados do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
Inicialmente, Flávio Bolsonaro negou qualquer repasse quando questionado pela imprensa. Depois, publicou um vídeo reconhecendo a solicitação de recursos, afirmando que o financiamento envolvia dinheiro privado e não apresentava irregularidades.
Desdobramentos financeiros
A matéria descreve que os pagamentos ocorreram ao longo de aproximadamente quatro meses, com origem de fontes privadas e emissão de recursos vinculados a ligações internacionais. A produção permanece em status de captação fora do Brasil, sem registro local para a distribuição.
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