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Flávio Bolsonaro afirma que pedido a Vorcaro visava atrair investidores para filme

Flávio Bolsonaro afirma buscar investidores privados para filme sobre Jair Bolsonaro; diz que fundo é regulado pela Securities and Exchange Commission e defende CPMI do Banco Master

O senador Flávio Bolsonaro mexe no celular ao chegar para a cerimônia de posse de Kassio Nunes (não retratado) como novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília, Brasil, em 12 de maio de 2026. REUTERS/Adriano Machado
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  • O senador Flávio Bolsonaro disse à GloboNews que pediu dinheiro a investidores para o filme biográfico Dark Horse, alegando que é um projeto cultural financiado com recursos privados.
  • Segundo ele, o objetivo foi buscar investidores para viabilizar a produção em caráter privado, com expectativa de retorno financeiro.
  • Flávio afirma que os recursos alocados poderiam ter ido ao escritório do advogado Paulo Calixto, como gestor do fundo, e que o fundo seria fiscalizado pela Securities and Exchange Commission (SEC).
  • O senador negou ter recebido vantagem ou extorsão de Daniel Vorcaro e explicou que a única ligação com Vorcaro foi a relação institucional para o financiamento do filme, não havendo contatos pessoais próximos.
  • Flávio pediu a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para apurar o Banco Master e disse defender separar culpados de inocentes, sem vínculo com supostos contatos espúrios do governo com o banqueiro.

O pré-candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou à GloboNews, nesta quinta-feira (14), que pediu recursos a investidores para financiar o filme biográfico Dark Horse sobre Jair Bolsonaro. Segundo ele, o projeto é privado e financiado com recursos privados, apresentado como uma produção cultural.

Flávio explicou que a participação dele consistiu em buscar investidores para viabilizar o longa, com retorno financeiro esperado pelo empreendimento cultural. O senador afirmou que os recursos foram destinados ao advogado Paulo Calixto, de confiança da família, responsável por conduzir o processo de green card do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

O parlamentar disse que o fundo é fiscalizado pela SEC, equivalente à CVM no Brasil, e que houve prestação de contas periódica. Ele negou irregularidades e afirmou que, se houve qualquer aporte ao escritório de advocacia, este seria gerido por alguém da confiança da família, dentro de exigências legais.

Investidores, contrato e cobranças

Flávio informou que Vorcaro foi um dos mais de dez investidores que participaram do projeto por meio de contratos formais com expectativa de retorno. Relatou que as parcelas foram pagas conforme o cronograma, até deixar de ocorrer os pagamentos e provocar cobranças por parte dos gestores.

O senador disse ter negado ter mantido contato com Vorcaro por conta de uma cláusula de confidencialidade no contrato. Afirmou ainda que não houve contrapartidas oferecidas ao empresário e que a relação ocorreu apenas no contexto do financiamento do filme.

Ele reforçou que não há evidências de envolvimento pessoal com Vorcaro e que o termo irmão, usado em mensagens, corresponde a uma gíria comum no Rio de Janeiro. Flávio também citou a necessidade de apurar responsabilidades no caso envolvendo o Banco Master e defendeu a instalação de uma CPMI para esclarecer as informações.

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