- Flávio Bolsonaro planeja defender a CPI do Banco Master para tentar reduzir o desgaste após revelação sobre Vorcaro e financiamento de filme sobre o seu pai.
- A estratégia é mostrar distanciamento de Vorcaro e apoiar investigações que indiquem políticos que teriam ajudado o Master nas fraudes, segundo integrantes da oposição.
- O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, é visto como contrário à instalação da CPI; aliados dele são alvo de apuração da Polícia Federal por prejuízos ao fundo de previdência do Amapá com aportes no Master.
- Flávio nega dinheiro público na relação com Vorcaro; oposição também protocolou pedidos de CPI, mas as chances de abertura antes da eleição são consideradas baixas.
- O governo Lula teme o impacto político das fraudes do Master e não pretende travar a pauta, priorizando propostas como a PEC para reduzir a jornada de trabalho e medidas para conter combustíveis.
O senador Flávio Bolsonaro ampliará a aposta em uma CPI do Banco Master como estratégia para enfrentar desgaste político decorrente de denúncias envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A equipe de campanha avalia que a apuração pode distanciar Vorcaro e demonstrar apoio a investigações sobre possíveis irregularidades envolvendo políticos e o Master.
Bolsonaro Né levó que a defesa da CPI visa esclarecer quais figuras teriam participado de fraudes no banco, segundo quatro dirigentes da oposição. Até então, o pré-candidato afirmava não conhecer Vorcaro.
A ideia é apresentar uma leitura de distanciamento de Vorcaro e apoiar investigações de crimes envolvendo o banco, dentro de um possível alinhamento com a opção por apuração de fatos relevantes. O conteúdo é visto como instrumento político para o momento.
Contexto e posições
No Senado, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, mantém posição contrária à instalação da CPI do Master, o que dificulta o avanço do tema. Aliados dele são alvo de apurações da PF por supostos prejuízos ao fundo de previdência do Amapá com aportes ao Master.
Partidos da oposição rejeitam uma leitura única sobre o tema e também protocolaram pedidos de CPI, buscando ampliar o escrutínio sobre o banco. A estratégia envolve citar investigações já em andamento e pressões políticas sobre lideranças do governo.
Ainda não há consenso sobre a viabilidade do rito. Três pedidos aguardam decisão de ministros do STF, e outro já foi rejeitado. A oposição analisa nova ação para tentar forçar a abertura, embora reconheça dificuldades técnicas.
No Palácio do Planalto, a relação com o tema é de cautela. O governo federal teme que a divulgação de fraudes no Master empty o foco de políticas públicas anunciadas, como medidas para conter preços de combustíveis. A pauta econômica continua prioritária para o governo.
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