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Flávio Bolsonaro cita sigilo de contrato para não revelar verba de Vorcaro

Flávio Bolsonaro admite sigilo em contrato de financiamento do filme Dark Horse, com recursos ligados a Vorcaro via fundo gerido por advogado de Eduardo Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro admitiu que pediu dinheiro a Vorcaro e que recursos podem ter ido para fundo gerido por advogado de Eduardo Bolsonaro
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  • Flávio Bolsonaro afirmou em entrevista à Globonews que buscou investidores privados para financiar o filme Dark Horse, biografia de Jair Bolsonaro, com recursos privados.
  • Disse que os recursos podem ter ido para um fundo ligado ao advogado de Eduardo Bolsonaro e que havia cláusula de confidencialidade, o que o levou a não comentar sobre Vorcaro.
  • Negou que Daniel Vorcaro seja produtor executivo; afirmou que ele investiu, as parcelas foram pagas até ele deixar de pagar, e que, como filho do presidente, cobrava o cumprimento do contrato.
  • Comentou que, em 2025, Vorcaro já respondia a investigação e que sua participação foi apenas buscar investidores; o fundo seria fiscalizado pela Securities and Exchange Commission e prestaria contas.
  • Relatou que cogitou levar Jair Bolsonaro ao encontro com Vorcaro, mas o encontro não ocorreu; investidores teriam preferido aplicar recursos no exterior; mencionou Ciro Nogueira, afirmando que espera que prove a inocência.

Flávio Bolsonaro afirmou em entrevista à Globonews que buscou investidores para financiar o filme Dark Horse, uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, usando recursos privados. O senador disse que parte do dinheiro pode ter ido para um fundo administrado por um advogado ligado ao filho Eduardo Bolsonaro.

O parlamentar justificou manter sigilo sobre o tema, citando cláusulas contratuais que inviabilizariam a divulgação de relações com Vorcaro. Ele afirmou que a única conexão com Daniel Vorcaro seria o financiamento do filme e que não o considera produtor executivo.

Flávio negou que Vorcaro tenha atuado como produtor executivo. Segundo ele, as parcelas foram pagas conforme o contrato, mas houve atraso por parte do investidor, que estaria descumprindo o acordo. O senador ressaltou que atuou como representante de um projeto privado.

Estrutura do financiamento e fiscalização

O senador disse que o fundo financeiro é supervisionado pela Securities and Exchange Commission, nos EUA, com prestação de contas regular. Ele afirmou não saber se houve recursos transferidos para o escritório de advocacia ligado ao Eduardo Bolsonaro, apenas que o fundo seria gerido por um profissional de confiança da família.

A Polícia Federal investiga possível desvio de recursos para um fundo no Texas relacionado a Eduardo Bolsonaro, utilizado para favorecer a permanência dele nos EUA, conforme apurações mencionadas pela imprensa. Flávio classificou as alegações como falsas e afirmou que buscou apenas investidores privados para o filme.

Repercussões e próximos passos

O senador afirmou que a relação com Vorcaro se limitou ao financiamento do filme. Também mencionou a possibilidade de Jair Bolsonaro visitar Vorcaro, decisão que não ocorreu. Flávio disse que o objetivo do dinheiro era a produção cultural, com retorno financeiro previsto pelo projeto.

Questionado sobre investigações envolvendo Ciro Nogueira, Flávio disse que o aliado enfrenta acusações graves e deve apresentar sua defesa, mantendo o tom de neutralidade. O senador repetiu que a função dele foi apenas captar recursos privados para a obra.

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