- Em novembro de 2025, o senador Flávio Bolsonaro conversou com o banqueiro Daniel Vorcaro quando investigações sobre as fraudes do Banco Master já eram públicas.
- O The Intercept Brasil informou que áudios e mensagens são autênticos e que Flávio admitiu os pedidos, defendendo que se tratava de patrocínio.
- Segundo a reportagem, em 16 de novembro de 2025 o senador pediu dinheiro ao banqueiro para pagar despesas com o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro.
- As divulgações ocorrem após a CVM apontar suspeitas de crimes financeiros no Master em 20 de agosto de 2025; a Polícia Federal abriu inquérito em 30 de setembro de 2025; o Master foi liquidado pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025.
- Flávio afirmou conhecer Vorcaro desde dezembro de 2024, disse não ter oferecido vantagens nem intermediado negócios com o governo, e pediu abertura de CPI para o Banco Master.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ), então senador e pré-candidato, mantinha contato com o banqueiro Daniel Vorcaro enquanto investigações sobre o Banco Master já eram públicas. O diálogo, registrado em mensagens e áudios, foi divulgado pelo The Intercept Brasil nesta quarta-feira.
A reportagem afirma que os diálogos são autênticos e que, em 16 de novembro de 2025, Flávio pediu dinheiro a Vorcaro para cobrir despesas do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. O áudio mostra o parlamentar mencionando a tensão pelo atraso de parcelas.
A divulgação ocorre três meses após a estimativa de fraude no Master vir a público pela primeira vez. Em agosto de 2025, a CVM apontou suspeitas de crimes financeiros na gestão do banco, com operações fraudulentas que inflaram o patrimônio da instituição.
Em setembro de 2025, a PF abriu inquérito sobre a gestão do Master e a possível tentativa de compra pelo BRB, negócio que o BC já havia rejeitado. Em 17 de novembro de 2025, Vorcaro foi preso; no dia 18, o Master foi liquidado pelo BC.
Segundo o The Intercept, houve negociação para que Vorcaro financiasse o filme com valores totais próximos a 24 milhões de dólares, com pagamentos de até 2025. Documentos de investigação citam operações que teriam envolvido Flávio e outros intermediários, como Mário Frias e Eduardo Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro foi questionado sobre o assunto ao deixar o STF após encontro com Edson Fachin. O parlamentar negou financiamento do banqueiro para o filme Dark Horse e defendeu a abertura de uma CPI para apurar o Banco Master, afirmando que não houve dinheiro público nem envolvimento com a Lei Rouanet.
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