- Fundo Moriah Asset, ligado à família de Daniel Vorcaro, teria adquirido uma cota de R$ 1 milhão para o filme “963 dias” no final de 2023, conforme a assessoria do ex-presidente Michel Temer.
- Elsinho Mouco, produtor executivo, afirmou que o orçamento total da produção é de cerca de R$ 12 milhões e que nenhum patrocinador investiu mais de 10% do valor.
- Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, atua como intermediário; investigações apontam que ele repassava cerca de R$ 1 milhão por mês para coordenar atividades de um grupo ligado a Vorcaro.
- O Intercept Brasil publicou trocas de mensagens em que Flávio Bolsonaro cobrava pagamentos relacionados ao filme; o senador reconheceu ter pedido recursos, mas a produtora Go Up Entertainment negou envolvimento financeiro.
- A produtora Dark Horse e o deputado Mário Frias (PL-SP) negaram qualquer aporte financeiro de Vorcaro ou de banqueiro ao longa, afirmando que o projeto foi desenvolvido com capital privado; a assessoria de Lula também negou investimentos.
Um fundo de investimento ligado à família de Daniel Vorcaro teria adquirido uma cota de apoio financeiro ao filme 963 dias — A história de um presidente que recolocou o Brasil nos trilhos, que retrata o período em que Michel Temer esteve na presidência. A informação foi confirmada pela assessoria do ex-presidente ao Terra.
Segundo Elsinho Mouco, produtor executivo do longa e assessor de Temer, o fundo Moriah Asset, controlado por Fabiano Zettel — cunhado de Vorcaro — investiu R$ 1 milhão, no fim de 2023. A operação ocorreu quase há três anos, conforme apurado.
Zettel é casado com Natalia Vorcaro e atua como pastor da igreja Lagoinha. Investigações indicam que ele coordenava empresas de fachada ligadas ao banqueiro e repassava cerca de R$ 1 milhão mensais para Luiz Philippi Mourão, conhecido como Sicário, para coordenar atividades da chamada Turma, grupo de apoio a Vorcaro.
Ainda de acordo com a produção, o orçamento total do projeto passou de aproximadamente R$ 12 milhões. Em nota, Mouco afirmou que nenhum patrocinador investiu mais de 10% do montante total da produção.
A reportagem buscou contato com a Moriah Asset para comentar o financiamento. A assessoria do ex-presidente Lula foi acionada para esclarecer possíveis investimentos no documentário e negou qualquer aporte financeiro pela instituição.
Financiamento do filme e ajustes de patrimônio
Na quarta-feira, o Intercept Brasil divulgou mensagens e áudios em que Flávio Bolsonaro cobrava pagamentos relacionados à produção junto a Vorcaro. O senador reconheceu ter pedido recursos para a conclusão do projeto, alegando atraso em parcelas de patrocínio privado. A produtora Go Up Entertainment, no entanto, negou a participação de Vorcaro no financiamento.
O deputado Mário Frias, que atua como produtor executivo de Dark Horse, afirmou publicamente que não houve aporte financeiro de Vorcaro para o longa. Frias destacou que o filme foi desenvolvido com capital privado, sem participação do banqueiro.
A reportagem segue apurando detalhes sobre os vínculos entre os financiadores e o conteúdo do documentário, sem esclarecer efeitos legais ou institucionais específicos sobre as partes envolvidas.
Entre na conversa da comunidade