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Governo passa a cumprir obrigação legal de escrever bem

Governo passa a obrigatoriamente usar linguagem simples em textos públicos; norma busca reduzir jargões e ampliar compreensão cidadã diante do analfabetismo funcional

pessoa escrevendo em máquina de escrever. vista de cima, fundo vermelho
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  • O governo federal aprovou, em novembro, a Política Nacional de Linguagem Simples, que obriga órgãos públicos a se comunicarem de forma clara em formulários, contratos, portais e outras peças acessíveis ao cidadão.
  • A norma recomenda uso de linguagem cotidiana, frases curtas, voz ativa e menos jargão, com foco na informação mais relevante no início do texto.
  • A medida surge da preocupação com a má comunicação, impulsionada por índices de alfabetização funcional no Brasil e exemplos internacionais de normas de linguagem simples.
  • Estudos internacionais indicam altos custos da má comunicação para empresas e trabalhadores, destacando a importância de textos compreensíveis para reduzir perdas de tempo e erros.
  • A iniciativa é vista como um passo inicial; para modificar de fato a comunicação pública seria necessário tempo, recursos e ações contínuas, evitando o elitismo linguístico e promovendo mais democracia no discurso oficial.

O governo federal aprovou, em novembro do ano passado, a Política Nacional de Linguagem Simples. A medida obriga órgãos públicos a escrever de forma clara em formulários, contratos, portais e apps, para facilitar serviços como SUS, escola e contas de luz.

A norma orienta evitar termos estrangeiros, começar pela informação essencial e usar voz ativa sempre que possível. Guia ainda o uso de palavras comuns, frases curtas e ordem direta, reduzindo o juridiquês presente em muitos textos oficiais.

A proposta reconhece o desafio: grande parte da população tem alfabetismo funcional, dificultando a compreensão de textos complexos. Dados indicam que parte relevante dos cidadãos lê, mas não interpreta com precisão.

Origens e impactos

A ideia de clareza na comunicação pública é globalmente discutida há décadas, com normas internacionais surgindo em diferentes países. Histórias históricas mostram que estilos rebuscados persistem por razões culturais e de tradição.

Pesquisas sobre comunicação empresarial indicam perdas significativas de tempo e custos devido a mensagens confusas. Estudos sugerem que tanto público quanto privado enfrentam dificuldades em interpretar textos complexos.

Desafios de implementação

Especialistas apontam que criar textos claramente compreensíveis envolve treinamento, revisão constante e políticas públicas consistentes. A mudança cultural nas redações oficiais demanda recursos e paciência, além de acompanhamento de resultados.

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