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Impacto das ações do governo foi mais sentido por eleitores independentes

Independentes reduzem o saldo negativo da aprovação de Lula; aprovação chega a 46%, mas benefício não basta para reeleição no curto prazo

Felipe Nunes: um quarto da população deseja uma “terceira via” na eleição — Foto: Vanessa Carvalho/Valor
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  • A aprovação do governo subiu de 43% para 46% e a desaprovação caiu de 52% para 49% na rodada mais recente da Genial/Quaest.
  • O saldo entre aprovados e desaprovados melhorou, reduzindo o déficit de 9 para 3 pontos percentuais desde a rodada de abril.
  • O recorte mais expressivo ocorreu entre eleitores independentes, cuja posição negativa caiu de 16 para 5 pontos percentuais.
  • Segundo o pesquisador Felipe Nunes, ações como o novo Desenrola e o encontro de Lula com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contribuíram para a melhoria, especialmente entre esse grupo de independentes.
  • Em cenários de eleição, Lula tem 39% e Flávio Bolsonaro 33% no primeiro turno; em segundo turno, Lula aparece com 42% e Flávio com 41%, em empate técnico.

O governo Lula ganhou impulso moderado na última rodada da pesquisa Genial/Quaest, com melhoria na aprovação e queda na desaprovação. O saldo passou de negativo para negativo menos acentuado, de 9 para 3 pontos, em comparação com abril.

A pesquisa aponta alta entre eleitores independentes, que não são lulistas nem bolsonaristas. O saldo negativo nesses eleitores caiu de 16 para 5 pontos, ajudando a reduzir o hiato entre aprovação e desaprovação do governo.

Segundo Felipe Nunes, sócio-fundador da Quaest, lançamentos do Desenrola e o encontro de Lula com o presidente dos EUA, Donald Trump, contribuíram para esse ganho. Nunes participou do Summit Valor Brazil-USA, em Nova York, e destacou o peso desses fatores entre o eleitorado independente.

Movimentação entre independentes

Nunes ressaltou que o grupo de eleitores independentes tende a definir a eleição. A percepção externa sobre Lula melhora após o encontro com Trump, enquanto o apoio aos programas sociais é visto, por parte desse público, como direito adquirido. O novo Desenrola também é alvo de expectativa de curto prazo.

A Quaest estima, com base em 140 eleições estudadas na América Latina, que a aprovação de governos tende a subir até cinco pontos nos dois a três meses anteriores à eleição. Ainda assim, o cientista político advertiu que as mudanças não bastam para “virar o jogo”.

Desafios e cenários eleitorais

Nunes aponta que, no cenário interno, há cansaço com o governo e percepção negativa sobre a economia, apesar de indicadores positivos. O custo de vida e a redução da renda geram frustração, dificultando previsões otimistas sobre o desempenho econômico.

Na leitura sobre terceira via, cerca de 25% dos pesquisados mencionam um candidato outsider como melhor opção. Embora haja espaço para esse segmento, o equilíbrio partidário dificulta o surgimento de uma alternativa forte.

Em um eventual segundo turno, a pesquisa mostra Lula com 42% e Flávio Bolsonaro com 41%, indicando empate técnico. No primeiro turno, Lula aparece com 39% e Flávio com 33%, somando 72% entre os dois, com os demais candidatos conservando cerca de 4% cada.

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