- Em quinze de abril, policiais atuando em nome da ICE tentaram realizar “wellness checks” em três escolas de Cincinnati, sem apresentar mandados ou documentos e com armas visíveis.
- Nos referidos locais, incluindo a Western Hills University High School, a equipe pediu informações sobre alunos na lista de aproximadamente trinta pessoas;staff confirmou a matrícula de dois estudantes na lista.
- A ação foi rejeitada pelas administrações escolares e pela prefeitura de Cincinnati, com o prefeito Aftab Pureval chamando os fatos de “desagradáveis em vários níveis”.
- Forças policiais envolvidos foram colocadas em licença e um dos oficiais, Tonina Lamanna, já havia sido demitido de outra cidade em 2017; o incidente também resultou em afastamentos para outro agente.
- Comunidades locais temem represálias e destacam o impacto em negócios e estudantes, com residentes de Price Hill apontando aumento do medo e da desconfiança em relação a ações de imigração.
O que aconteceu envolvendo a polícia local e o ICE em escolas de Cincinnati gerou indignação entre comunidade e organizações de direitos civis. Em 15 de abril, dois oficiais supostamente vinculados ao ICE visitaram três escolas, sem apresentar mandados ou documentos, para questionar sobre a presença de crianças naquele espaço. A ação ocorreu perto de Roberts Academy e de outras escolas da região de Price Hill, em Cincinnati.
Segundo a rede escolar pública de Cincinnati, os agentes afirmaram estar conduzindo “wellness checks” e mostraram uma lista com cerca de 30 nomes. Apenas duas pessoas da lista teriam sido confirmadas como estudantes nas escolas visitadas. Em nenhum momento foram apresentados papéis oficiais que legitimassem a atuação em parceria com ICE. A diretoria informou que os funcionários não comunicaram o vínculo com o ICE.
O episódio ocorreu em meio a um contexto de tensões entre autoridades federais de imigração e comunidades latinas da região. A prefeitura de Cincinnati classificou as ações como preocupantes, destacando que a prática não condiz com procedimentos normais de cooperação entre escolas e autoridades de imigração.
Repercussões locais
Lideranças comunitárias e organizações de direitos civis apontam que incidentes assim reforçam o medo entre estudantes e pais, especialmente em bairros com alta presença de descendentes de latino-americanos. Em Price Hill, lojas e serviços reportam queda de clientes dias após episódios envolvendo imigração.
Autoridades locais, incluindo o prefeito, comunicaram que vai haver apuração interna sobre o uso de autoridade de alguns oficiais que atuaram fora de sua jurisdição. Um encontro público sobre o tema está marcado para a semana de 11 de maio, segundo a administração municipal.
Contexto institucional
A DHS lançou, no ano anterior, uma iniciativa com ICE e parceiros de aplicação da lei estaduais e locais, visando proteger crianças desacompanhadas que chegaram ao país sem acompanhantes, segundo a agência. A metodologia e os critérios de atuação continuam sob escrutínio por entidades de defesa de direitos civis.
Um dos oficiais apontados como participante do episódio já havia sido afastado de outra corporação em 2017 por alegações de impropriedades. O outro hoje encontra-se afastado, compondo a dupla envolvida nas visitas às escolas.
Observações oficiais
A DHS afirma que ICE não atua em escolas como alvo de ações de imigração, mas reconhece que um parceiro local tentou verificar matrículas e realizar verificações de bem‑estar em crianças que chegaram desacompanhadas. A instituição não confirmou planos de novas medidas para evitar incidentes semelhantes, nem detalhou casos específicos envolvendo patrocinadores de menores.
A situação reacende debates sobre o equilíbrio entre proteção a menores, cooperação entre autoridades e salvaguarda de comunidades vulneráveis. Especialistas dizem que ações fora de protocolo podem ampliar o medo de pais e alunos, impactando o ambiente escolar.
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