- Em 12 de maio de 2026, Kassio Nunes Marques assumiu a presidência do TSE, sucedendo Carmen Lúcia, enquanto André Mendonça tornou-se vice-presidente.
- A solenidade reuniu autoridades dos três poderes, incluindo o presidente da República, Lula, e os presidentes do Senado e da Câmara, além do presidente do STF, Edson Fachin.
- Pela primeira vez, dois ministros indicados por Jair Bolsonaro passam a comandar o TSE, que terá as eleições de 2026 com o primeiro turno marcado para 4 de outubro.
- Entre as atribuições do cargo estão a supervisão do registro de candidaturas, a coordenação da logística das urnas em todo o país e o enfrentamento à desinformação, além dos julgamentos eleitorais.
- Kassio Nunes Marques é visto como conciliador e garantista, com trajetória no STF desde 2020 e atuação anterior como advogado e magistrado no Piauí.
O ministro do STF Kassio Nunes Marques assumiu a presidência do TSE em 12 de maio de 2026, em Brasília, substituindo Carmen Lúcia. Na mesma cerimônia, André Mendonça tornou-se vice-presidente da Corte eleitoral. O ato contou com autoridades dos três poderes, incluindo Lula, Davi Alcolumbre, Hugo Motta e Edson Fachin.
A dupla indicates dois ministros indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro à frente da Justiça Eleitoral durante as eleições de 2026. O primeiro turno está previsto para 4 de outubro, com Lula e Flávio Bolsonaro entre os principais pré-candidatos.
Protagonismo e desdobramentos
À frente do tribunal, Kassio Nunes Marques terá papel central na organização das eleições, supervisionando o registro de candidaturas, a logística das urnas e a coordenação de ações contra desinformação, além de presidir julgamentos eleitorais.
Após a posse, Kassio recebeu homenagem em festa com participação de nomes da música brasileira, incluindo artistas que subiram ao palco em momentos da celebração. Vídeos mostram o ministro cantando em tom festivo a música Vou Festejar.
Kassio Nunes Marques nasceu em Teresina, em 16 de maio de 1972. É filho de professores da rede pública e foi o primeiro da família a concluir um curso superior. Formou-se em direito pela UFPI em 1994 e aprofundou estudos no Ceará e em Lisboa.
Antes da magistratura, atuou 17 anos na advocacia, principalmente em áreas cível, trabalhista e tributária, além de participação ativa na Ordem dos Advogados do Brasil no Piauí. Entre 2008 e 2011 foi juiz do TRT-PI e, em 2011, desembargador federal indicado por Dilma Rousseff.
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