- O líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), anunciará à Justiça um pedido para que o senador Flávio Bolsonaro use tornozeleira eletrônica, citando risco de fuga após a prisão de Henrique Moura Vorcaro, pai do fundador do Banco Master.
- A prisão de Vorcaro ocorreu na quinta fase da operação Compliance Zero; a PF aponta vínculo entre Vorcaro e o núcleo denominado Turma, além de um esquema de financiamento de campanha com repasses significativos.
- Segundo Pimenta, o dinheiro do Banco Master, R$ 134 milhões solicitados por Flávio a Daniel Vorcaro, “não era para filme nenhum” e, entre outras finalidades, financiaria a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
- A Polícia Federal deflagrou a nova etapa da operação, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, com foco em Henrique Vorcaro e no funcionamento de dois núcleos da organização criminosa: A Turma e Os Meninos.
- Flávio Bolsonaro divulgou um vídeo, gravado no QG do PL, afirmando que não houve dinheiro público nem envolve ilícitos, enquanto a defesa de Vorcaro não se manifestou sobre a operação.
O líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), afirmou nesta quinta-feira que apresentará à Justiça um pedido para que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passe a usar tornozeleira eletrônica. A justificativa é o que ele classifica como risco de fuga após a prisão preventiva de Henrique Moura Vorcaro, pai do fundador do Banco Master, na 5ª fase da operação Compliance Zero.
Segundo Pimenta, a prisão de Vorcaro aumenta o risco de evasão e recomenda o bloqueio imediato de bens de Flávio Bolsonaro para assegurar a devolução de recursos ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O dinheiro, de acordo com o deputado, seria usado para indenizar vítimas de fraude associadas ao caso.
O montante em foco envolve R$ 134 milhões solicitados por Flávio à Vorcaro, supostamente ligados a investimentos do Banco Master. Pimenta afirma que esse dinheiro não tinha finalidade cinematográfica, citando o financiamento de investimentos ligados ao senador e a atividades no exterior.
A operação e o grupo
A Polícia Federal deflagrou a nova etapa da operação nesta quinta, com autorização do ministro do STF André Mendonça. O alvo principal foi Henrique Vorcaro, apontado como demandante, beneficiário e operador financeiro de uma organização criminosa dividida em dois núcleos: A Turma e Os Meninos.
A investigação aponta que A Turma atuava como braço de pressão, com participação de policiais federais, bicheiros e milicianos. A PF identificou vínculos funcionais entre Vorcaro e o grupo, com registros de repasses significativos para a manutenção da estrutura.
Conexões com Flávio Bolsonaro
A ligação com Flávio aparece após a divulgação de áudios atribuídos ao parlamentar, que teriam envolvido patrocínio a Daniel Vorcaro, filho de Henrique, para um filme. Documentos de uma reportagem de imprensa indicam que fundos ligados à produção chegaram a somar milhões de dólares.
Mario Frias, produtor-executivo do projeto, negou que Daniel Vorcaro tenha contribuído financeiramente com a obra, reforçando que a participação de Flávio limitou-se a direitos de imagem da família e à atração de investidores.
manifestações do entorno
Após as revelações, Flávio Bolsonaro reuniu-se com integrantes do PL, incluindo Valdemar Costa Neto e Rogério Marinho, em Brasília. Em vídeo gravado no QG do partido, o senador confirmou vínculos com Vorcaro, mas ressaltou que as transações não envolveram dinheiro público nem irregularidades.
A defesa da família Vorcaro afirmou que não iria se manifestar sobre a operação. O caso segue sob apuração da PF, com desdobramentos a depender de decisões judiciais e de novos vínculos entre as investigações e as atividades associadas ao chamado BolsoMaster.
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