- Lula afirmou estar chateado com a Vale por comprar navios na China em vez de produzi-los no Brasil e disse que pretende conversar com o presidente da empresa, Gustavo Pimenta.
- A crítica foi feita durante visita à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), que retomou a produção em janeiro de 2026 e integra o Novo PAC com investimentos de cerca de R$ 5,9 bilhões.
- O presidente também criticou privatizações da Petrobras e da Eletrobras, defendendo a recompra de ativos pela Petrobras pelo preço que considerar adequado.
- Destacou a necessidade de reduzir a importação de fertilizantes, afirmando que o Brasil depende de importações para 90% do insumo.
- Participaram do evento o ministro da Agricultura, André de Paula, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
Durante visita à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou estar chateado com a Vale por comprar navios feitos na China, ao invés de no Brasil. A declaração ocorreu em meio a críticas ao foco de produção externa. O objetivo era defender a geração de empregos e transferência de conhecimento no Brasil.
Lula ressaltou que produzir navios no país poderia exigir mais investimento, mas agregaria mão de obra qualificada e conhecimento tecnológico. O tom foi de cobrança à empresa pela escolha de estaleiros estrangeiros, enquanto o Brasil busca fortalecer a indústria naval local.
O evento contou com a presença do ministro da Agricultura, André de Paula, e do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, também participou, em contexto de aproximação de políticas públicas para o setor de fertilizantes.
A visita ocorreu em meio à retomada, em janeiro de 2026, da produção da Fafen-BA, unidade reinserida ao portfólio de fertilizantes após período de hibernação. A reativação envolve investimentos estimados em cerca de 5,9 bilhões de reais.
Lula aproveitou para abordar a gestão de ativos da Petrobras, defendendo a recompras de ativos pelo governo, em vez da venda de partes da empresa, quando estas não contaram com aprovação legislativa para privatização. A ideia é manter o controle estratégico.
Outra linha de atuação citada foi a de reduzir a dependência de importação de fertilizantes, hoje em cima de 90% do total utilizado pela indústria nacional. A fala apontou para a necessidade de uma estratégia soberana que valorize a produção interna.
Por fim, o presidente criticou a privatização da Eletrobras, ao comparar salários de executivos no setor público e privado, defendendo que a eficiência não depende apenas da propriedade, mas de uma gestão competente.
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