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Lula ajusta trajetória ao revisar taxa das blusinhas, diz Haddad

Haddad diz que Lula corrigiu o rumo ao sancionar a taxação de compras internacionais até US$ 50, após pressão de governadores e congressistas

Haddad foi um dos integrantes do governo que inicialmente defenderam publicamente a taxação das compras internacionais de até US$ 50
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  • Haddad afirma que Lula “corrigiu o rumo” ao rever a taxação de compras internacionais de até US$ 50, embora tenha sido contra a medida.
  • Segundo o ex-ministro, o presidente cedeu à pressão de governadores e congressistas favoráveis à taxação.
  • Haddad disse que Lula fez o que gostaria de ter feito desde o começo, após a aprovação no Congresso.
  • O ex-ministro afirmou que houve unanimidade entre governadores e congressistas durante a tramitação, mas que o debate sumiu no dia seguinte à votação.
  • Haddad também acusou aliados de Bolsonaro de hipocrisia por terem apoiado a taxação no Congresso e depois defenderem sua revogação.
  • O comentário foi feito durante roda de conversa promovida pelo Direitos Já! Fórum pela Democracia, em São Paulo, no evento que abre série de encontros com autoridades e pré-candidatos.

Fernando Haddad afirmou nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, que o presidente Lula corrigiu o rumo ao rever a taxação de compras internacionais conhecidas como taxa das blusinhas. O ex-ministro afirmou que Lula, inicialmente contrário, cedeu à pressão de governadores e de integrantes do Congresso favoráveis à medida.

Segundo Haddad, Lula acabou defendendo formalmente a proposta apenas após a aprovação no Legislativo, ainda que, segundo ele, o presidente mantivesse divergência. O ex-ministro disse que, nos últimos dois anos, o chefe do Executivo precisou assumir posição contrária à sua opinião inicial.

Haddad participou de uma roda de conversa promovida pelo Direitos Já! Fórum pela Democracia, realizada na Casa de Portugal, em São Paulo. O evento reuniu políticos, empresários, acadêmicos e representantes da sociedade civil para debater democracia, desenvolvimento e política brasileira.

Ao longo do diálogo, Haddad comentou que a tramitação contou com apoio praticamente unânime de governadores e congressistas, mas que esse apoio não se manteve no debate seguinte à votação. O ex-ministro também criticou aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro por terem apoiado a taxação no Congresso e, depois, defendido a revogação da medida.

Sobre o tema, Haddad afirmou que o governo enfrentou pressão de diferentes lados e que o episódio evidencia o equilíbrio entre interesses regionais e a política federal. Não houve respostas diretas sobre futuras mudanças ou revisões da política de tributação para compras internacionais.

O Fórum Direitos Já! informou que a série de encontros com autoridades e pré-candidatos terá continuidade nos próximos meses, com outras rodas de conversa previstas em diferentes cidades. A agenda busca discutir, segundo os organizadores, cenários de democracia e desenvolvimento no país.

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