- Lula afirma que a inteligência artificial não deve ser usada na campanha eleitoral e que vai proibir seu uso durante as eleições.
- O presidente disse que a IA ajuda em áreas como saúde, educação e ciência, mas não deve ser usada para promover mentiras na política.
- A declaração ocorreu durante a entrega de 384 apartamentos do programa Minha Casa, Minha Vida em Camaçari, na Bahia.
- Lula elogiou o discurso do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, sobre coibir o uso indevido de IA nas eleições.
- Em março, o TSE aprovou resolução que proíbe conteúdos criados ou alterados por IA nas 72 horas que antecedem o pleito e nas 24 horas após o seu encerramento.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira 14/5 que não permitirá o uso de inteligência artificial na campanha à reeleição. Ao participar da cerimônia de entrega de 384 apartamentos do programa Minha Casa Minha Vida em Camaçari, Bahia, ele pediu a proibição da IA durante o período eleitoral.
Lula afirmou que a tecnologia é útil em áreas como saúde, educação e ciência, mas questionou sua aplicação em eleições. Segundo ele, é essencial que o voto seja baseado em propostas e pessoas reais, não em produções artificiais.
O petista afirmou ainda que a proibição seria necessária para evitar que a IA favoreça mentiras no pleito. Ele destacou ter aprendido valores com a mãe e ressaltou que não autorizaria campanhas com uso da ferramenta.
Durante o evento, o presidente elogiou o discurso do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, sobre o tema. O TSE tem orientações para coibir o uso indevido de IA nas eleições de outubro.
O TSE já havia sinalizado o esforço para regulamentar a propaganda eleitoral com IA. Em março, o tribunal aprovou resolução que restringe conteúdos produzidos ou alterados por IA, com veto nas 72 horas antes do pleito e 24 horas após o seu encerramento.
O conjunto de medidas visa evitar desinformação e distorções durante a campanha. Lula citou exemplos de campanhas artificiais, ressaltando que a integridade do processo eleitoral depende da transparência e da verdade.
A informação foi confirmada pela agenda oficial do presidente, que também destacou a importância de manter o eleitor bem informado com conteúdo verídico. Não houve anúncio de mudanças imediatas em leis fora do âmbito das resoluções já vigentes.
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