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Marcha Contra a Corrupção celebra 20 anos de fiscalização cidadã no Piauí

Marcha contra corrupção de 20 anos percorre seis cidades no Piauí, realiza auditorias cívicas, entrega relatórios a órgãos de controle e cobra cumprimento de planos de governo

Com exceção do período da pandemia, desde 2002, todos os anos, os ativistas do Piauí participam da Marcha Contra Corrupção, pelo Clima e a Vida. Foto: Luís Madaleno/Transparência Internacional - Brasil
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  • A Marcha Contra Corrupção, pelo Clima e a Vida chega à 20ª edição no Piauí, com saída prevista para 15 de maio e término em 30 de maio, percorrendo seis cidades e 150 quilômetros.
  • A mobilização é organizada pela Força-Tarefa Popular (FTP), que já percorreu 4 mil quilômetros e visitou 97 cidades em quatro estados ao longo de duas décadas.
  • O tema deste ano é “Democracia municipal – fiscalizando o plano de governo local. Eleição passou, agora é hora de fiscalizar o que foi prometido”, com visitas a obras, audiências públicas e agendas com autoridades.
  • Durante a marcha, há vistorias em obras, auditorias cívicas, rodas de conversa e entrega de relatórios a órgãos de controle como Ministério Público, Tribunais de Contas e prefeitos, além de formação para controladores sociais.
  • A cada edição, a marcha já resultou em ações como aceleração de obras paralisadas, inaugurações após fiscalização e intervenções em áreas como saneamento, com acompanhamento de normas do Tribunal de Contas do Estado.

A Marcha Contra Corrupção, pelo Clima e a Vida inicia sua 20ª edição no Piauí, com saída prevista para sexta-feira (15). O trajeto percorre seis cidades, somando 150 quilômetros, até o dia 30 de maio. A mobilização é organizada pela Força-Tarefa Popular (FTP) e celebra duas décadas de atuação. O objetivo é fiscalizar o uso de recursos públicos e cobrar transparência.

Ao longo do percurso, os participantes realizam vistorias em obras, audiências com autoridades e rodas de conversa. A expectativa é acompanhar, cidade a cidade, o andamento de obras anunciadas pelo poder público e apresentar relatórios de auditoria cívica às instituições de controle. A organização afirma que o formato envolve cidadania, educação e participação popular.

Etapas da marcha incluem visitas a obras em andamento e encontros com prefeitos, vereadores e representantes de Tribunais de Contas. Eventos educativos em escolas integram a programação, propondo formação contínua para controladores sociais. Ao todo, já foram percorridos 4 mil quilômetros em mais de 97 cidades nos estados do Piauí, Ceará, Goiás e no Distrito Federal.

Vistorias e resultados práticos

Durante edições anteriores, a marcha identificou problemas como esgoto a céu aberto e obras de saneamento inacabadas. Em União, PI, relatório da FTP levou o Ministério Público a abrir procedimento para conclusão das obras e avaliação de cobertura oficial declarada pelo município. Em Miguel Alves, a fiscalização apontou lixo a céu aberto e impactos à saúde, levando a ações da prefeitura.

A participação pública também resultou em intervenções concretas: em Porto, obras de uma creche paralisadas foram aceleradas após a fiscalização e pressão conjuntas. A intervenção consolidou o papel da marcha como instrumento de controle social democrático, com apoio de órgãos como o Ministério Público estadual e o Tribunal de Contas do Piauí.

Planos de governança e próximos passos

A novidade desta edição é a fiscalização dos planos de governo dos prefeitos eleitos. Os participantes vão comparar promessas registradas em cartório com entregas efetivas e cobrar obras previstas. O objetivo é manter o escrutínio ativo até o encerramento da mobilização.

A FTP atuará com a documentação de evidências, envio de denúncias aos órgãos de controle e parceria com entidades da sociedade civil. Ao longo dos 20 anos, a marcha consolidou um histórico de fiscalização e participação cidadã, percorrendo milhares de quilômetros pelo interior do estado.

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