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Moraes vota para manter lei de igualdade salarial entre mulheres e homens no STF

Moraes vota para manter lei de igualdade salarial, exigindo relatórios de transparência para empresas com mais de cem funcionários

Relator no STF, Moraes vota para manter lei de igualdade salarial entre mulheres e homens
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  • O ministro Alexandre de Moraes, relator no STF, votou para manter a lei de igualdade salarial entre mulheres e homens, de 2023, que exige transparência salarial em empresas com mais de cem funcionários.
  • A norma determina que relatórios de transparência salarial contenham dados anonimizados e permitam comparação entre salários e cargos ocupados por mulheres e homens.
  • Caso haja diferença de remuneração, a empresa pode receber multa de até 3% da folha de salários e deve apresentar um plano de ação para mitigar a desigualdade.
  • Se for comprovada remuneração diferente para uma funcionária, a multa pode chegar a dez vezes o valor que deveria ser pago e há obrigação de ação corretiva.
  • A sessão analisa ações do Novo, da Confederação Nacional da Indústria e da Confederação Nacional do Comércio, Bens, Serviços e Turismo; defesa argumenta exposição de dados sensíveis, que Moraes rejeitou.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes votou nesta quinta-feira, 14, para manter a lei de 2023 que assegura igualdade salarial entre mulheres e homens que exercem a mesma função. Moraes é relator do caso.

A norma, proposta pelo governo em 8 de março de 2023, obriga empresas com mais de 100 empregados a divulgar relatórios de transparência salarial e de critérios remuneratórios, sob pena de multa de até 3% da folha de pagamentos. Os relatórios devem ter dados anonimizados para comparação de salários e cargos entre os gêneros.

Caso seja comprovada diferença salarial injustificada, a empresa pode ter multa de até dez salários do valor devido à funcionária, além de ser obrigada a apresentar um plano de ação para reduzir a desigualdade.

Desdobramentos da ação

Moraes destacou que a desigualdade de remuneração entre homens e mulheres não é explicável por competência ou tempo de serviço, mas por discriminação de gênero. Ele citou a PNAD do IBGE de 2024, que aponta rendimentos médios menores para mulheres, com variação regional de até 74,2% em algumas áreas.

A Corte julga três ações sobre o tema. O Partido Novo, a CNI e a CNC contestam a validade da lei, argumentando que a divulgação de salários expõe informações sensíveis de estratégias empresariais. Moraes rejeitou esse argumento, afirmando que não houve prejuízo a interesses empresariais até agora.

Entidades sindicais, como a CUT, movem ação para manter a validade da lei. Em defesa, apontam a necessidade de transparência para reduzir desigualdades salariais e promover equidade no mercado de trabalho.

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