- Nigel Farage comprou uma propriedade de £1.4m em dinheiro pouco depois de receber um presente pessoal de £5m do bilionário do setor cripto Christopher Harborne.
- A notícia surge enquanto o inspetor de padrões do parlamento confirma que o líder do Reform UK enfrenta uma investigação formal sobre o presente.
- Farage disse que o gift destinava-se a cobrir custos de segurança pessoal e, por isso, não precisava ser declarado; a oposição exige transparência sobre o uso dos £5m.
- As regras de conduta dos deputados exigem declarar interesses e presentes relevantes recebidos nos 12 meses anteriores à eleição, com eventual sanção de suspensão.
- Farage é alvo de uma das cinco investigações em curso pelo comissário de padrões; uma suspensão de dez dias pode acionar uma petição de recall.
Nigel Farage, líder do Reform UK, comprou uma propriedade no Reino Unido por 1,4 milhão de libras em dinheiro pouco depois de receber um presente pessoal de 5 milhões de libras do bilionário cripto Christopher Harborne. A transação envolveu pagamento à vista, segundo documentos consultados pela imprensa.
O gift, que teria origem em negócios com um empresário baseado na Tailândia, está no centro de uma investigação formal do comissário de padrões do parlamento. Farage sustenta que o dinheiro foi destinado a cobrir custos de segurança pessoal e, portanto, não precisava ser declarado.
O assunto ganhou contornos políticos, com o Labour exigindo transparência total sobre a destinação do montante de 5 milhões e o uso da propriedade. A polícia de ética parlamentar já havia indicado que Farage está sob escrutínio por não declarar interesses relevantes, em linha com o código de conduta.
Investigação em curso
Segundo o registro do comissário de padrões, Farage é investigado sob a regra 5 do código de conduta para membros do Parlamento, relacionada ao registro de interesses. A apuração foi aberta na quarta-feira, aponta o documento.
Farage afirma que o presente visava apenas custos de segurança pessoal e não exigiria declaração. Entretanto, o tema envolve a obrigação de registrar presentes ou doações recebidos nos 12 meses anteriores à eleição.
Especialistas lembram que presentes podem precisar ser declarados, caso sejam considerados relevantes ao exercício do mandato. A investigação pode levar a sanções, caso haja violação grave das regras de declaração de interesses.
O caso também envolve desdobramentos sobre possíveis conflitos de interesse, já que Farage defende propostas ligadas à criptomoeda. Ainda não há conclusão sobre o uso do dinheiro ou sobre eventuais consequências políticas.
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