- Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, foi preso em operação da Polícia Federal em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte.
- Além da prisão, foram apreendidos uma arma de fogo, R$ 40 mil em espécie e uma carteira de criptomoedas; detalhes sobre o valor exato e as criptomoedas não foram divulgados.
- Também foram recolhidos quatro computadores e dez celulares durante a ação, que é a sexta fase da Operação Compliance Zero.
- A investigação envolve crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e já resultou em prisões, afastamentos de autoridades e bloqueio de bens de até R$ 27,7 bilhões.
- O banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, segue preso preventivamente desde março, com o grupo investigado acusado de emissão de carteiras de crédito falsas, lavagem de dinheiro, cooptação de informações sigilosas e outras irregularidades.
O empresário Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, foi preso nesta quinta-feira em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte. A ação é parte da Operação Compliance Zero, que investiga crimes ligados ao Sistema Financeiro Nacional. Foram apreendidos uma arma de fogo, R$ 40 mil em espécie e uma carteira de criptomoedas, além de quatro computadores e dez celulares.
Ainda não foram divulgados detalhes sobre o montante total em criptomoedas e quais ativos foram encontrados na carteira de Henrique Vorcaro. A PF informa que a investigação envolve múltiplos ativos digitais e dados financeiros sob suspeita de irregularidades.
A operação teve mandados de prisão preventiva e busca e apreensão, emitidos pelo STF, com atuação em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Ao todo, 7 prisões, 17 buscas e 27,7 bilhões de reais em bloqueio de bens foram determinados.
Além de Henrique, a investigação resultou na prisão de um agente da PF no Rio de Janeiro e no afastamento de uma delegada da PF em Minas Gerais. As medidas visam apurar envolvimento de servidores e corruptos.
Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, permanece preso preventivamente desde março. A PF aponta que o grupo teria operado carteiras de crédito falsas, lavagem de dinheiro e invasões de sistemas para beneficiar interesses financeiros.
As apurações indicam ainda que o grupo montou uma estrutura de monitoramento para acessar dados sigilosos de órgãos públicos, incluindo sistemas da PF e do Ministério Público Federal, além de possíveis organizações internacionais.
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