- O deputado Reginaldo Lopes (PT‑MG) afirmou que a PEC do fim da escala 6 x 1 deve ser aprovada com mais de 450 votos na Câmara, e que a votação ocorrerá no plenário da comissão especial no dia 26 de maio.
- A proposta propõe reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais sem perder remuneração. A ideia é avançar com a regulamentação por meio de um projeto de lei já enviado pelo governo.
- O acordo entre Palácio do Planalto e o presidente da Câmara, Hugo Motta, envolve detalhar regras de transição e especificidades de cada categoria profissional.
- Lopes destacou o papel do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, na defesa da medida, classificada por ele como fim da “escala vergonhosa” 6 x 1.
- A aprovação depende de pelo menos 308 votos favoráveis na Câmara e 49 no Senado.
O autor da PEC do fim da 6 X 1, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), prevê ampla aprovação da proposta que reduce a jornada de 44 para 40 horas semanais sem redução salarial. A declaração foi feita durante audiência pública no Palácio do Trabalhador, em São Paulo, nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026.
Segundo Lopes, a expectativa é de que a PEC receba mais de 450 votos favoráveis na Câmara dos Deputados. Aparece como condição mínima o apoio de 308 parlamentares, com a etapa seguinte ainda dependente de tramitação no Senado. O parlamentar citou pressão popular como fator favorável.
O deputado afirmou que a votação ocorre no plenário da comissão especial no dia 26 de maio, considerado um marco histórico. Ele destacou que a proposta propõe manter salário e benefícios, com a implementação imediata de 40 horas semanais e fim da escala 6 X 1, mantendo dois dias de descanso.
Contexto político
A gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já manifestou intenção de usar o PLC já encaminhado ao Congresso para regulamentar a PEC da 6 X 1. O governo sinaliza que o acordo com a Câmara envolve regras de transição e especificidades de cada categoria profissional, buscando consenso entre as casas.
Reginaldo Lopes ressaltou que o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, deve liderar o desfecho da agenda relacionada à 6 X 1, apresentando o que chamou de ponto final na prática da escala. O acordo fechado na semana anterior envolve o presidente da Câmara, Hugo Motta, e alinhamento entre Palácio do Planalto e o Legislativo.
Próximos passos
A tramitação da PEC deve seguir para votação no plenário da comissão especial, com a expectativa de aprovação na Câmara. Ainda há etapas previstas no Senado, que também exigem apoio mínimo para a continuidade da proposta. A tramitação completa dependerá da sustentação política e do desempenho de mobilização de diversas bancadas.
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