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PF afirma que pai de Vorcaro manteve pagamentos a sicários após prisão do Master

PF afirma que pai de Vorcaro manteve pagamentos a grupo miliciano após prisão do filho, visando obter acesso a inquéritos sigilosos

Nova fase da operação colheu indícios de que Henrique Vorcaro acionou serviços para acessar inquéritos sigilosos; defesa dele ainda não se manifestou
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  • A PF informou ao STF que Henrique Vorcaro manteve pagamentos a grupo miliciano comandado por Sicário após a prisão do filho, Daniel Vorcaro, o que levou à deflagração da sexta fase da Operação Compliance Zero.
  • Indícios apontam que Henrique encomendou serviços do grupo para acessar inquéritos sigilosos em tramitação na própria Polícia Federal.
  • Diálogos encontrados no celular do policial aposentado Marilson Roseno, integrante de “A Turma” liderada por Sicário, mostram cobranças de pagamentos a Henrique.
  • Segundo a PF, em janeiro houve cobrança de recursos com promessa de pagamento imediato de R$ 400 milhões; em fevereiro houve nova cobrança e sinalização de suspensão dos serviços.
  • A PF afirma que Henrique também exercia papel de comando sobre o grupo e as atividades ilícitas, incluindo ordens de pagamento; há menções a 2024 sobre obtenção de cópia de um inquérito sigiloso para depoimento de Henrique.

A Polícia Federal afirma que o pai do empresário Henrique Vorcaro manteve pagamentos a um grupo miliciano liderado por Sicário mesmo após a prisão do filho, Daniel Vorcaro, em novembro do ano passado. A operação se inseriu na sexta fase dação Compliance Zero, realizada nesta quinta-feira. A defesa de Henrique ainda não se manifestou.

Segundo a PF, houve indícios de que Henrique solicitou serviços do grupo para acessar inquéritos sigilosos em tramitação na própria Polícia Federal. As informações surgem a partir de mensagens encontradas no celular do policial aposentado Marilson Roseno, preso na terceira fase da operação.

Marilson integrava o grupo conhecido como A Turma, que operava a obtenção de informações sigilosas, além de ameaças a adversários e outras ações. A PF indicou que mensagens de janeiro deste ano cobravam pagamentos a Henrique, que prometeu repassar o montante assim que tivesse recursos.

Em fevereiro, novas cobranças foram registradas e houve sinalização de suspensão dos serviços. A PF ressalta que os diálogos demonstram que Henrique atuava, conforme os investigadores, como comandante do grupo e orientava os pagamentos.

Diálogos de 2024 mostraram ainda a mobilização de Marilson para obter cópia de um inquérito sigiloso ao qual Henrique havia sido intimado a depor. A PF investiga a participação de outras pessoas e o alcance das atividades ilícitas associadas ao grupo.

Indícios de pagamentos e operação

A PF informou que os repasses continuaram após a prisão do filho de Henrique, ampliando pistas sobre o vínculo entre o empresário e a organização criminosa. A gravidade das informações levou à solicitação de prisão de Henrique junto ao STF, cumprida hoje.

Avanços da investigação

A sexta fase da Compliance Zero avança com coleta de registros e análise de mensagens. A defesa de Henrique não se manifestou até o momento. As apurações seguem para esclarecer se houve intercâmbio de vantagens e acesso a informações sigilosas.

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