- A Polícia Federal deflagrou a sexta fase da Operação Compliance Zero, com sete prisões preventivas e dezoito buscas e apreensão, para investigar a Turma de Vorcaro que teria influenciado investigações do caso envolvendo o Banco Master.
- O pai de Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, foi preso por atuar ao lado do filho na solicitação e no beneficiamento dos serviços da Turma, além de exercer função de operador financeiro dos pagamentos.
- Três agentes da PF foram apontados como integrantes do braço presencial da organização: Manoel Mendes Rodrigues, Anderson Wander da Silva Lima e Sebastião Monteiro Júnior.
- O núcleo tecnológico, chamado Os Meninos, teve detidos David Henrique Alves, Victor Lima Sedlmaier e Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos; eles seriam responsáveis por ataques cibernéticos, derrubada de perfis e monitoramento telemático ilegal.
- O policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva é citado como líder da Turma e integrante relevante da estrutura paralela de monitoramento; a investigação também menciona outros membros, como Fabiano Campos Zettel, Ana Claudia Queiroz de Paiva, Paulo Sérgio Neves de Souza, Leonardo Augusto Furtado Palhares, Belline Santana e Luiz Phillippi Machado de Moraes Mourão, com funções de financiamento, monitoramento e pagamentos.
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira a sexta fase da Operação Compliance Zero, que apura crimes ligados ao Banco Master. A ação mirou membros da chamada “Turma de Vorcaro”, contratados pelo dono do banco para influenciar investigações. Ao todo, sete presos e 17 mandados de busca e apreensão foram cumpridos com autorização do STF.
Entre os detidos está Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. Ele é acusado de atuar ao lado do filho na solicitação e no beneficiamento dos serviços da Turma e de exercer função de operador financeiro dos pagamentos ao grupo. A PF aponta envolvimento direto com o esquema de violação de investigações.
Segundo o Ministério Público Federal, outros suspeitos ligados à Turma receberam mandados de prisão. Três agentes da PF integram o que seria o braço presencial da organização, identificados como Manoel Mendes Rodrigues, Anderson Wander da Silva Lima e Sebastião Monteiro Júnior.
Membros da Turma
David Henrique Alves, Victor Lima Sedlmaier e Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos aparecem como integrantes do núcleo tecnológico, apelidado de Os Meninos, com atribuições de ataques cibernéticos, derrubada de perfis e monitoramento telemático ilegal.
A decisão também solicita a inclusão de Marilson Roseno da Silva no Sistema Penitenciário Federal. Ele é apontado como policial federal aposentado e líder da Turma, segundo investigadores, atuando como operador principal do núcleo de coerção e com acesso a dados sensíveis.
Entre os nomes identificados pela investigação estão Luiz Phillippi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Felipe Mourão ou Sicário, responsável pela coordenação de obtenção de informações e monitoramento de pessoas. Mourão faleceu após sofrer danos graves enquanto estava sob custódia da PF.
Outras lideranças e integrantes do grupo incluem Fabiano Campos Zettel e Ana Claudia Queiroz de Paiva, cunhado de Vorcaro, que trataram do financiamento e da operacionalização dos pagamentos. Também aparecem Paulo Sérgio Neves de Souza, Leonardo Augusto Furtado Palhares, Belline Santana e Luiz Phillippi Moraes Mourão nos relatórios de monitoramento.
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