- O PL retomou a defesa da instalação da CPMI ou CPI do Master, ciente de que as chances de avançar são mínimas.
- Integrantes do partido afirmam que a ofensiva busca transmitir aos eleitores que “fez a sua parte” ao cobrar a criação do colegiado.
- O presidente do Congresso e do Senado, Davi Alcolumbre, chegou a promover sessão conjunta para ler o requerimento, mas não o fez.
- A pauta tem foco na análise do veto de Lula ao projeto de dosimetria, enquanto aliados de Flávio Bolsonaro veem a CPMI como forma de desarticular a crise envolvendo o Master.
- Há dúvidas entre caciques sobre a produtividade de uma CPMI neste momento, diante das investigações da Polícia Federal e de dificuldades para depor moradores, que têm habeas corpus no Supremo.
O PL decidiu retomar a ofensiva em defesa da instalação da CPI ou CPMI do Master, mesmo ciente das baixas probabilidades de avanço. A expectativa é mostrar que o partido “fez sua parte de cobrar” pelo colegiado.
Integrantes da direita reconhecem as dificuldades de convencer a cúpula do Congresso a abrir uma comissão a cinco meses das eleições. Mesmo assim, veem o discurso como forma de amenizar o estrago causado pelo vazamento da conversa entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro.
O presidente do Congresso e do Senado, Davi Alcolumbre, já cogitou ler o requerimento de criação da comissão mista em sessão conjunta, etapa necessária para o andamento, mas não houve leitura. A pauta, na prática, foi a análise do veto de Lula ao projeto de dosimetria, derrubado pelos parlamentares.
Contexto
A discussão sobre a CPMI/CPI ganhou fôlego após o vazamento envolvendo Flávio Bolsonaro e Vorcaro. Aliados do PL entendem que a medida pode sinalizar aos eleitores que o grupo não tem medo da crise relacionada ao Master.
Para alguns apoiadores de Flávio, a CPMI seria uma ferramenta política relevante diante das investigações em curso. Em vídeos anteriores, o parlamentar já tinha defendido a medida, associando-a a explicações sobre a relação com Vorcaro.
Há também a visão de que a CPMI poderia atingir o PT, especialmente em relação a negócios na Bahia envolvendo um ex-sócio de Vorcaro. Contudo, a prática encontra resistência entre parte da bancada petista, que não avançou com a adesão.
Viabilidade e desdobramentos
Nos bastidores, caciques partidários questionam a efetividade de uma comissão nesse estágio, dada a continuidade das investigações da Polícia Federal e a dificuldade de depor convocados que têm conseguido habeas corpus no Supremo.
Para muitos, a CPMI seria mais útil para palanque eleitoral do que para resultados práticos fora do ambiente político. A possibilidade de avanços institucionais permanece incerta.
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