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Produtora do filme sobre Bolsonaro recebeu R$ 100 milhões, segundo site

Contrato da prefeitura de São Paulo de mais de R$ 100 milhões para instalar Wi‑Fi em comunidades envolve a produtora de Dark Horse, alvo de questionamentos do Tribunal de Contas

Dark Horse é o filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro, com previsão de estreia para 11 de setembro de 2026. - (crédito: Divulgação/Instagram)
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  • A produtora da cinebiografia de Jair Bolsonaro recebeu mais de R$ 100 milhões da Prefeitura de São Paulo via a Ong Instituto Conhecer Brasil, presidida por Karina Ferreira da Gama.
  • O contrato, de 2024, foi via licitação com apenas uma proposta e previa a instalação de Wi‑Fi gratuito em comunidades; cerca de 3,2 mil dos 5 mil pontos previstos teriam sido instalados, grande parte durante o período eleitoral de 2024.
  • O Tribunal de Contas do Município questionou o edital, apontando irregularidades e sugerindo a suspensão do processo.
  • Karina também comanda a Go Up Entertainment, responsável pela produção do filme Dark Horse, dirigido por Cyrus Nowrasteh e estrelado por Jim Caviezel; outra ONG ligada a ela, a Academia Nacional de Cultura, recebeu em 2024 cerca de R$ 2,6 milhões em emendas de deputados do PL.
  • Parlamentares questionaram as emendas, incluindo Tabata Amaral; a Câmara dos Deputados informou apoio às emendas em abril, alegando ausência de irregularidades, enquanto a Prefeitura e o prefeito Ricardo Nunes não responderam.

Após divulgação do Intercept Brasil, surge novo aponto de tensão sobre a cinebiografia de Jair Bolsonaro. A reportagem aponta que a produtora associada ao projeto Dark Horse recebeu mais de 100 milhões de reais da Prefeitura de São Paulo por meio de uma ONG contratada para instalar Wi-Fi gratuito em comunidades da capital.

Segundo o levantamento, a assinatura ocorreu em 2024, durante a gestão do prefeito Ricardo Nunes. A ONG Instituto Conhecer Brasil, presidida por Karina Ferreira da Gama, foi contratada por meio de licitação que teve apenas uma proposta, apresentada pela própria ONG.

Ainda conforme o Intercept, cerca de 3,2 mil dos 5 mil pontos de internet previstos teriam sido instalados. A maior parte das ações ocorreu no período eleitoral de 2024, quando Nunes disputava a reeleição.

Licitação e desdobramentos

O edital chegou a sofrer questionamentos do Tribunal de Contas do Município, que identificou possíveis irregularidades e recomendou a suspensão do processo. A licença de operação envolve a Go Up Entertainment, empresa responsável pela produção do filme, com direção de Cyrus Nowrasteh e atuação de Jim Caviezel.

Além disso, a Academia Nacional de Cultura, outra ONG ligada a Karina, recebeu em 2024 cerca de R$ 2,6 milhões em emendas parlamentares de deputados aliados ao PL. Os recursos seriam destinados à produção de uma série documental ainda não lançada.

Emendas e posicionamentos

Entre os parlamentares citados estão Alexandre Ramagem, Carla Zambelli, Bia Kicis e Marcos Pollon. A deputada Tabata Amaral questionou as emendas ligadas a Mário Frias, então deputado pelo PL, para o projeto Dark Horse. A Câmara dos Deputados, em abril, sinalizou apoio às emendas após justificativas apresentadas, conforme reportagem.

Até o fechamento deste texto, a Prefeitura de São Paulo e o prefeito Ricardo Nunes não haviam se manifestado. A reportagem permanece acompanhando novas informações e eventuais respostas oficiais.

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