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Produtora nega envolvimento de Vorcaro em filme sobre Bolsonaro

Produtora afirma não ter recebido recursos de Vorcaro para Dark Horse; Intercept mostra Flávio Bolsonaro cobrando pagamentos ao banqueiro

Flávio Bolsonaro confirmou que pediu recursos a Vorcaro para o filme
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  • A Go Up Entertainment e o produtor-executivo Mário Frias afirmam que Dark Horse não recebeu recursos de Daniel Vorcaro, mantendo financiamento privado com diversos investidores.
  • Diálogos divulgados pelo Intercept mostram Flávio Bolsonaro cobrando pagamentos atrasados de Vorcaro para patrocinar o filme, com registro de 15 de novembro de 2025.
  • Segundo o Intercept, R$ 61 milhões dos R$ 134 milhões negociados foram pagos por Vorcaro a um fundo com sede no Texas; a Entre Investimentos teria recebido R$ 159,2 milhões de fundos ligados ao Banco Master.
  • A Go Up sustenta que a participação de Flávio foi apenas na cessão de direitos de imagem da família e que não houve aporte dele nem do Banco Master.
  • Flávio inicialmente disse não conhecer Vorcaro; após os áudios, reconheceu ter pedido patrocínio, com mensagens em que cobra parcelas e sugere encontro com o ator Jim Caviezel.

A Go Up Entertainment, responsável pela produção do longa biográfico sobre Jair Bolsonaro, negou nesta quinta-feira (14/05) ter recebido recursos do banqueiro Daniel Vorcaro para a realização do filme Dark Horse. O produtor-executivo Mário Frias também afirmou que não houve financiamento pelo Banco Master para as gravações.

Segundo a produtora, o projeto foi estruturado por meio de um modelo privado de financiamento, com um quadro de investidores diverso, sem qualquer aporte de Vorcaro ou de empresas vinculadas a ele. A Go Up destacou que Flávio Bolsonaro não possui participação societária no filme ou na produtora e que seu papel se limitou à cessão de direitos de imagem da família.

A íntegra de diálogos divulgados pelo Intercept traz detalhes sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro. As mensagens mostram cobranças do senador por pagamentos de parcelas consideradas atrasadas para o patrocínio do longa, com datas registradas em 2025, antes de episódios envolvendo o Banco Master. Dados indicam que parte do capital negociado foi efetivamente transferido para um fundo com sede nos Estados Unidos.

Além disso, o Intercept informou que parte dos recursos consultados pela publicação envolve valores vinculados à Entre Investimentos, empresa associada às tratativas de financiamento. A empresa foi citada em análises que apontam financiamento ligado ao contexto financeiro em torno do Banco Master, conforme apurado por veículos de imprensa.

A defesa da Go Up reforçou que a prospecção de recursos por Flávio Bolsonaro não implica aporte financeiro por Vorcaro. Karina Ferreira da Gama, sócia-administradora da Go Up, afirmou que o parlamentar tentou obter patrocínio por vias privadas, mas isso não implica que os recursos tenham de fato entrado no projeto.

Mário Frias reiterou que Flávio não tem participação no filme ou na produtora. Segundo o produtor-executivo, o papel do senador foi apenas a cessão de direitos de imagem da família Bolsonaro, sem envolvimento societário ou financeiro no longa.

Já Flávio Bolsonaro passou a admitir que, em algum momento, buscou patrocínio para a obra, após negar inicialmente o contato. O senador mencionou ter conhecido Vorcaro em dezembro de 2024 e explicou que o contato teria ocorrido em um contexto de atraso no pagamento de parcelas do patrocínio, sem histórico de acusações na época.

A partir das mensagens reveladas, Flávio teria dito que o atrito financeiro era grave, citando a necessidade de resolver as parcelas em aberto para evitar impactos negativos no elenco, incluindo o ator Jim Caviezel, que interpreta Jair Bolsonaro no filme. Relatos indicam cobranças diretas do senador ao banqueiro, com referências a “muita conta para pagar” e propostas de encontros para discutir o assunto.

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