- Henrique Vorcaro, pai do fundador do Banco Master, é investigado por integrar o grupo conhecido como “A Turma”, que monitorava adversários de Daniel Vorcaro.
- Ele foi preso na nova fase da operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em 14 de maio de 2026.
- O Grupo Multipar, criado há cerca de 35 anos, atua em infraestrutura e construção pesada em Belo Horizonte e hoje é uma holding de investimentos em gestão, aquisição e venda de ativos.
- O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) aponta movimentação superior a R$ 1 bilhão entre 2020 e 2025 apenas entre contas ligadas a Daniel Vorcaro, possível indicativo de ocultação de patrimônio.
- Daniel Vorcaro assinou termo de confidencialidade com a PGR e a Polícia Federal em março, abrindo caminho para possível delação premiada; a homologação no STF depende do ministro André Mendonça.
Henrique Vorcaro, pai do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, é alvo de investigações que o associam ao grupo conhecido como “A Turma”. A PF prendeu Henrique na quinta fase da operação Compliance Zero, deflagrada em 14 de maio de 2026.
O Grupo Multipar, criado por Henrique há cerca de 35 anos, atua no setor de infraestrutura e gestão de ativos imobiliários. A holding já participou de grandes empreendimentos em Belo Horizonte (MG) e é citada pelo Coaf por movimentação superior a R$ 1 bilhão entre 2020 e 2025 nas contas associadas a Daniel Vorcaro.
Segundo o blog de Míriam Leitão, Henrique é investigado pela participação no grupo “A Turma”, que monitorava e intimidava adversários do fundador do Master. Fabiano Zettel, cunhado de Daniel, e Luiz Phillipi Moraes Mourão, conhecido como Sicário, também teriam ligação com o grupo; Sicário morreu em março, sob custódia da PF, em Belo Horizonte.
Delação de Daniel Vorcaro
Daniel Vorcaro assinou, em 19 de março, termo de confidencialidade com a PGR e a PF, abrindo caminho para eventual delação premiada. A colaboração pode alcançar autoridades dos Três Poderes, conforme relatos preliminares recebidos pela defesa, pela PGR e pela PF.
A etapa inicial envolve a apresentação de relatos e documentos sigilosos. Defesa, procuradores e investigadores avaliam o material para verificar utilidade na investigação. Posteriormente, a PGR decide se solicita homologação ao STF.
Caso haja pedido de homologação, compete ao ministro André Mendonça, relator do caso, decidir pela validação, ajustes ou rejeição da delação. Mendonça passou a ocupar a relatoria do caso Master em fevereiro de 2026.
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