- A Polícia Federal deflagrou a sexta fase da Operação Compliance Zero e prendeu Henrique Vorcaro, em Belo Horizonte, ligado ao pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
- O grupo é apontado como uma organização criminosa que praticava intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos.
- Henrique seria articulador ativo, mantendo contato com os grupos chamados “A Turma” e “Os Meninos”, este último composto por hackers contratados para derrubar reportagens negativas e promover conteúdos positivos sobre o clã.
- A operação também envolve suposto pagamento de serviços ilícitos e vínculos com agentes públicos, incluindo afastamento de uma delegada e prisão de um agente por vazamento de dados sigilosos.
- Investigações apontam ainda indícios de lavagem de dinheiro, com a empresa familiar Multipar movimentando mais de R$ 1 bilhão em cinco anos, conforme relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira a sexta fase da Operação Compliance Zero, resultando na prisão de Henrique Vorcaro, em Belo Horizonte. Ele é apontado como peça central de uma organização criminosa suspeita de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos. O alvo é pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e líder de um esquema para monitorar desafetos e impedir a divulgação de conteúdos contrários ao grupo financeiro.
A investigação descreve Henrique Vorcaro como articulador ativo, mantendo contato direto com grupos identificados como A Turma e Os Meninos. Este último grupo seria formado por hackers contratados para derrubar matérias negativas e promover conteúdos favoráveis ao clã. Dados de celulares apreendidos indicam que ele solicitou serviços ilícitos e organizou recursos para sustentar o grupo, mesmo após fases anteriores da operação.
Durante a ação, houve o afastamento de uma delegada da Polícia Federal e a prisão de um agente, ambos suspeitos de vazar dados sigilosos. O juiz responsável destacou que Henrique atuava como operador financeiro dos pagamentos ao núcleo criminoso, com mensagens que revelam negociações de valores e prazos de repasse. Em uma troca, o coordenador do grupo pleiteava repasses de vulto, com o diálogo mostrando pagamentos próximos de ocorrer.
Contexto da operação
O Ministério Público e a PF já haviam identificado histórico de ameaças do grupo e estratégias para ocultar patrimônio. Registros apontam investigações sobre lavagem de dinheiro envolvendo a empresa familiar Multipar, que teria movimentado mais de 1 bilhão de reais em cinco anos. A instituição informou que a sexta fase da operação visa aprofundar as apurações sobre condutas de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões digitais.
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