- Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, foi preso em Belo Horizonte na manhã desta quinta-feira, com prisão autorizada pelo STF, durante a nova fase da operação Compliance Zero.
- A Polícia Federal o aponta como um dos beneficiários do filho, que já depositou recursos na conta do pai; Daniel estava preso desde março.
- A sexta fase da Compliance Zero, realizada pela Diretoria de Combate ao Crime Organizado, mira organização criminosa suspeita de intimidação, coerção, espionagem e invasão de dispositivos.
- São cumpridos sete mandados de prisão preventiva e dezessete de busca e apreensão, além de ordens de afastamento de cargos, sequestro e bloqueio de bens.
- Os alvos atuam em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais; investigam crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos e violação de sigilo funcional.
Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, foi preso na manhã desta quinta-feira em Belo Horizonte. A PF aponta Henrique como um dos beneficiários do filho. A prisão integra a nova fase da operação Compliance Zero, autorizada pelo STF.
A 6ª fase, deflagrada pela Dicor, tem como objetivo aprofundar investigações sobre uma organização criminosa suspeita de intimidar, obter informações sigilosas e invadir dispositivos. São cumpridos sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão.
Os mandados foram executados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Também houve ordens de afastamento de cargos públicos, bloqueio de bens e sequestro de ativos.
Segundo apurações, Henrique Vorcaro estaria envolvido em atividades financeiras que teriam ligação com o Banco Master. O Grupo Multipar, do qual ele é diretor presidente, também é investigado pela PF por suposta movimentação financeira atípica ligada à instituição.
Daniel Vorcaro já havia sido preso em março, e, desde então, recebeu visitas do pai pelo menos duas vezes, conforme apuração da reportagem. A nova fase busca esclarecer vínculos entre as pessoas investigadas e a organização criminosa.
Além de ameaça e organização criminosa, a investigação apura lavagem de dinheiro, corrupção, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional. A operação segue em andamento, com novas diligências previstas pelas autoridades.
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