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STF tenta intimar Frias há um mês para explicar emenda a filme de Bolsonaro

STF tenta há mais de um mês intimar Mário Frias para explicar repasse de R$ 2 milhões a ONG ligada ao filme Dark Horse, alvo de apuração sobre uso de verbas

Plenário do STF (Supremo Tribunal Federal)
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  • STF tenta há mais de um mês intimar o deputado Mário Frias para explicar emenda destinada a uma ONG ligada ao filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro.
  • A ação foi movida pela deputada Tabata Amaral e envolve apuração do ministro Flávio Dino sobre possível mau uso de verbas parlamentares.
  • Frias repassou R$ 2 milhões à ONG Instituto Conhecer Brasil; Dino pediu informações sobre possíveis irregularidades na execução dos recursos.
  • Decisão publicada em 21 de março deu cinco dias para Frias se manifestar; em 14 de abril houve três tentativas sem sucesso de intimação.
  • A Câmara foi solicitada a informar endereços de Frias em São Paulo e Brasília; o parlamentar não foi localizado, e ele afirmou que não houve dinheiro público na gravação envolvendo Flávio Bolsonaro.

O STF tenta intimar o deputado Mário Frias (PL-SP) para explicar uma emenda destinada a uma ONG ligada à empresa que produz o filme Dark Horse, que retrata a vida de Jair Bolsonaro. A medida busca esclarecer eventuais irregularidades na aplicação de verbas públicas, em ação movida pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP e apoiada pelo ministro Flávio Dino).

A investigação envolve o repasse de 2 milhões de reais para o Instituto Conhecer Brasil, ONG escolhida para executar o projeto. O objetivo do STF, conforme a ação, é confirmar a natureza e a destinação dos recursos e apurar possíveis desvios na execução da emenda parlamentar.

A decisão foi publicada em 21 de março, com determinação de que Frias se manifestasse no prazo de cinco dias. Em 14 de abril, a secretaria do STF informou que houve três tentativas de intimação no gabinete do deputado, sem sucesso. A Corte então solicitou à Câmara o envio de endereços atualizados de Frias em São Paulo e em Brasília, também sem localização.

Em resposta, Frias afirmou que não houve uso de dinheiro público na gravação, destacando que Dark Horse é uma produção de capital privado. O produtor e ex-secretário de Cultura no governo Bolsonaro explicou que Flávio Bolsonaro atuou apenas na cessão de direitos de imagem da família, sem envolvimento financeiro direto no projeto.

Contexto sobre o filme e esclarecimentos

A reportagem também aponta que o episódio ocorre em meio a revelações sobre a gestão de verbas para obras associadas a figuras políticas. Frias ressalta que a produção tem financiamento privado, com elenco e direção de alcance internacional, e que sua função foi exclusivamente facilitar a cessão de direitos de imagem.

O processo envolve ainda declarações de que a verba teria sido destinada a uma organização não governamental vinculada à empresa responsável pela produção do filme. A tramitação segue sob sigilo e depende de novas tentativas de localização de Frias para o recebimento de informações oficiais.

Desdobramentos esperados

A ação continua sem resposta formal do deputado, o que mantém o STF na etapa de coleta de informações. A defesa do parlamentar não apresentou novo posicionamento público recente sobre o tema. O caso permanece com foco na transparência do uso de verbas públicas por meio de emendas parlamentares.

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