- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, defendeu Flávio Bolsonaro, dizendo que o episódio não deve atrapalhar a pré-candidatura dele à presidência.
- Áudios divulgados mostram Flávio cobrando o banqueiro Daniel Vorcaro por repasses para o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro; Vorcaro teria se comprometido a investir R$ 124 milhões, com cerca de R$ 61 milhões já pagos.
- Flávio confirmou ter pedido dinheiro, mas negou irregularidades; Mário Frias e a GOUP Entertainment afirmam que o filme não recebeu recursos diretamente de Vorcaro ou do Banco Master.
- A GOUP declarou que o financiamento é de capital privado e que contratos de confidencialidade impedem divulgar nomes dos investidores; Frias afirmou que Flávio não possui participação societária no filme.
- Relatórios do Coaf apontam que Entre Investimentos, intermediadora citada, recebeu R$ 159,2 milhões de fundos sob investigação de fraudes ligadas ao Banco Master; ainda não há confirmação de quanto desse montante foi destinado ao filme, e Vorcaro permanece preso.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), saiu em defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL) após a divulgação de áudios em que o parlamentar cobra o banqueiro Daniel Vorcaro por pagamentos ligados à produção do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. O episódio, ocorrido em 14 de maio, não deve enfraquecer a pré-candidatura de Flávio ao Palácio do Planalto, segundo o governador.
Tarcísio afirmou que há desgaste com o governo atual e que o cenário político favorece a oposição, ressaltando a fadiga com promessas não cumpridas. O governador disse que as falas de Flávio continuam a mobilizar apoiadores e que a repercussão não terá força suficiente para desmobilizar a base do senador.
O chefe do Executivo estadual destacou que Flávio buscou esclarecer rapidamente o conteúdo das gravações e que deve continuar respondendo às perguntas à medida que surgirem. Tarcísio também referiu-se ao que chamou de “escândalo do Banco Master” como tema central de atenção pública, afirmando que a população não tolera corrupção.
Dark Horse
Os áudios vieram à tona após reportagem do site The Intercept Brasil, que mostrou Flávio cobrando Vorcaro por repasses destinados ao longa. A reportagem aponta que o banqueiro se comprometeu a investir R$ 124 milhões, dos quais aproximadamente R$ 61 milhões teriam sido pagos.
Flávio Bolsonaro confirmou ter pedido dinheiro ao empresário, mas negou qualquer irregularidade. Divergências surgiram entre quem participa da produção: o deputado Mário Frias (PL), produtor executivo, e a GOUP Entertainment emitiram notas afirmando que o filme não recebeu recursos diretos de Vorcaro ou do Banco Master.
O comunicado da GOUP Entertainment afirma que o financiamento é realizado apenas com capital privado e que conversas com empresários não configuram investimentos formais. A produtora também disse que contratos de confidencialidade impedem a divulgação de nomes de investidores e rejeitou associações do projeto a investigações ligadas ao banqueiro. Frias argumentou que a produção enfrenta ataques desde o anúncio do longa.
Relatórios de inteligência financeira do Coaf indicam que a Entre Investimentos, apontada como intermediadora de repasses, recebeu R$ 159,2 milhões de fundos sob investigação pela Polícia Federal por suposta participação em fraudes ligadas ao Banco Master. Não há confirmação sobre quanto desse montante foi efetivamente destinado à produção de Dark Horse. Daniel Vorcaro está preso sob suspeita de comandar esquema de fraudes investigado pela PF, com prejuízo estimado em até R$ 12 bilhões.
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