- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, se recusou a comentar o áudio de Flávio Bolsonaro sobre o financiamento de um filme, durante coletiva na quarta-feira, dia 13, em São Paulo.
- O áudio, enviado por Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mostra cobrança de 134 milhões de reais para financiar o filme Dark Horse sobre Jair Bolsonaro, segundo The Intercept Brasil.
- O valor aparece como muito superior ao custo de grandes produções brasileiras citadas, como Ainda Estou Aqui (48 milhões) e O Agente Secreto (28 milhões).
- Em mensagens, Flávio Bolsonaro chama Vorcaro de “irmão” e oferece apoio, em contexto anterior à operação da Polícia Federal que prendeu Vorcaro no aeroporto de Guarulhos.
- Flávio Bolsonaro nega irregularidades, chamando a iniciativa de patrocínio privado em filme privado; Vorcaro é alvo de investigação em esquema de corrupção.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não comentou o áudio de Flávio Bolsonaro para Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A recusa ocorreu durante uma coletiva de imprensa na quarta-feira, 13, em São Paulo, quando o tema central era a explosão de casas no Jaguaré, na zona oeste, que deixou um homem morto.
O áudio, revelado pelo The Intercept Brasil, mostra Flávio Bolsonaro cobrando 134 milhões de reais para financiar o filme Dark Horse, produção sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. O valor gerou espanto por ser significativamente superior aos orçamentos de grandes filmes nacionais recentes.
Além do montante, o material inclui mensagens em que Flávio chama Vorcaro de irmão e oferece apoio técnico, em tom de proximidade. A data associada aos chats é 16 de novembro de 2025, logo antes de a PF prender Vorcaro no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, em operação relacionada a investigações de corrupção.
No contexto, Vorcaro vem sendo envolvido em um esquema investigado pela Polícia Federal. Flávio Bolsonaro, por sua vez, afirmou que o que ocorre seria patrocínio privado em filme privado, negando irregularidades.
As revelações também colocam em pauta o papel de financiadores privados em produções nacionais, com comentários sobre a origem e o destino de verbas para cinema. O governo estadual não informou desdobramentos oficiais sobre o caso até o momento.
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