- The Economist publicou hoje um artigo sobre áudios em que Flávio Bolsonaro pediu 135 milhões de reais a Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, biografia do seu pai.
- A reportagem afirma que a candidatura de Flávio está “ameaçada” e que aliados ficaram indignados, levando a uma reunião de emergência da equipe de campanha.
- No mercado de apostas, Flávio caiu para o segundo lugar; o real e o Ibovespa recuaram cerca de 2%.
- Os áudios foram revelados pelo The Intercept Brasil, mostrando que parte do dinheiro foi pago via um fundo nos Estados Unidos ligado a Eduardo Bolsonaro; Flávio negou, depois confirmou o patrocínio privado.
- O texto do The Economist cita operações da Polícia Federal envolvendo Ciro Nogueira e aponta pagamentos de Vorcaro a políticos, com mensagens em que ele se referia a Flávio como “grande irmão”.
O jornal britânico The Economist publicou nesta quinta-feira, 14, um artigo sobre áudios nos quais o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) solicita 135 milhões de reais a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse, que retrata a vida do pai dele. O texto afirma que a candidatura presidencial de Flávio estaria sob ameaça. Após a divulgação, a equipe de campanha convocou uma reunião de emergência, e Flávio reconheceu ter feito o pedido ao banqueiro, que está preso.
No mercado de apostas políticas, Flávio era visto como favorito antes das acusações, mas caiu para a segunda posição segundo o artigo. O relatório também aponta que o real e o principal índice da B3 recuaram cerca de 2% frente à perspectiva de vitória de Lula, pré-candidato à reeleição, conforme descreve o veículo.
O texto do The Economist sustenta que Vorcaro se tornou radioativo politicamente e que as justificativas apresentadas por Flávio não convenceram parte de seus apoiadores, com indignação expressa por bolsonaristas em redes sociais. O jornal também compara o momento com desdobramentos recentes envolvendo figuras associadas aos bolsonaristas.
Áudios divulgados pelo The Intercept Brasil na quarta-feira, 13, mostraram Flávio Bolsonaro pedindo apoio financeiro a Vorcaro. O montante não foi integralmente pago, mas as mensagens indicam que parte do aporte teria sido viabilizado por meio de um fundo nos Estados Unidos ligado a Eduardo Bolsonaro. Inicialmente, Flávio negou os pagamentos, mas, ao final do dia, reconheceu a transação, tratando-a como patrocínio privado para um filme também apresentado como privado.
Além das acusações envolvendo Flávio, o artigo faz referência a uma operação da Polícia Federal que atingiu o senador Ciro Nogueira, dossier ligado às investigações do caso Master. O texto relembra que Vorcaro mantinha relação com Nogueira, que negou irregularidades, e cita que, nas mensagens, Vorcaro chamava Nogueira de grande amigo, enquanto mencionava Flávio como grande irmão, conforme o tratamento utilizado nas comunicações.
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