- A decisão do ministro André Mendonça, que embasou a nova fase da Operação Compliance Zero, levou à prisão de Henrique Vorcaro, apontado como responsável pelos pagamentos do esquema.
- A PF dividing the investigação em dois núcleos: A Turma, ligada a ameaças presenciais e monitoramento de alvos, e Os Meninos, braço hacker responsável por ataques cibernéticos e derrubada de perfis.
- Trechos da decisão mostram que Daniel Vorcaro determinou ações de A Turma, incluindo levantamento de dados de alvos e intimidação, com discussões sobre pagamentos e uso da força.
- Os Meninos teriam um líder e um integrante, com funções ligadas a software de inteligência artificial e manutenção de computadores; o líder teria recebido cerca de R$ 35 mil mensais para coordenar o núcleo.
- Na terceira fase, houve indícios de fuga com notebooks e equipamentos, veículo Range Rover apreendido e moradores relatando saída apressada; relatos indicam possível tentativa de ocultar provas.
A decisão do ministro André Mendonça do STF embasou a nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira. A ação mira o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e revela como funcionava a organização investigada pela Polícia Federal. O documento aponta dois núcleos: A Turma, de intimidação, e Os Meninos, braço hacker.
A Polícia Federal prendeu Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, segundo os investigadores por atuar como operador financeiro e responsável por pagamentos ao núcleo. A investigação descreve estruturas com divisão de tarefas, monitoramento e contatos frequentes entre os membros. Há indícios de uso de força privada em apoio aos objetivos do grupo.
A Turma seria responsável por ameaças presenciais, coleta de dados de alvos e acompanhamento de desafetos. Trechos citam possíveis ações de vigilância, intimidação e até sugestões de violência contra adversários, incluindo um jornalista. Havia relatos de cobranças de atuação e de pressões sobre ex-funcionários.
Os Meninos, segundo o STF, formariam o braço digital. O grupo seria responsável por ataques cibernéticos, invasões, monitoramento de críticos e derrubada de perfis ligados a Vorcaro. Um integrante identificado pela PF atuava como estudante de computação, com funções em suporte técnico e manutenção de sistemas.
Entre os citados constam coordenadores e operadores, com a PF indicando pagamentos mensais para coordenação do núcleo. Documentos apontam que os membros discutiam estratégias de monitoramento e de pressão sobre alvos, com linguagem que a PF interpreta como intimidação.
Trechos do inquérito descrevem ainda mensagens sobre a suposta intenção de ampliar ações contra adversários, incluindo profissionais da imprensa. A PF relata que o objetivo era proteger a reputação pública de Daniel Vorcaro e vigiar críticos ligados ao Banco Master.
A investigação também aponta supostos laços com o crime organizado local. Um integrante é descrito como operador do jogo do bicho, atuando como líder de um braço regional com apoio de milícias e policiais. A narrativa sugere uso de identidade de terceiros para facilitar operações.
Sobre a movimentação no dia da terceira fase da operação, a PF relata abordagem de um líder hacker em veículo com equipamentos. Relatos indicam tentativa de fuga, presença de documentos de terceiros e saída apressada do imóvel. Defesa pode contestar os elementos apresentados.
A decisão descreve ainda relatos de vazamento de dados dentro da própria PF, apontando possível contato entre agentes e membros da organização. Em resposta, a PF reforça a necessidade de apurar eventuais abusos de accessos a sistemas internos.
A polícia informou que não houve confirmação de todos os depoimentos e que aguardava contato das autoridades competentes. A investigação continua para esclarecer o conjunto de fatos, vínculos e responsabilidades atribuídas aos envolvidos.
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