- Wes Streeting deixou o cargo de secretário de Saúde e pediu a renúncia de Keir Starmer, abrindo a possibilidade de um novo processo de liderança.
- Streeting, alinhado à direita do partido, vinha promovendo apoio para uma eventual candidatura e reunindo deputados para a nominação.
- Em carta a Starmer, ele não anunciou sua própria candidatura e pediu que o líder renuncie para abrir um processo formal com vários candidatos, citando Andy Burnham como opção.
- Ele criticou a abordagem de Starmer diante de vozes dissidentes, dizendo que o debate precisa ser de ideias, não de personalidades ou facções.
- A saída acontece em meio a queda de popularidade de Starmer; aliados próximos de Streeting também deixaram o governo, pedindo a renúncia.
Wes Streeting pediu a renúncia de Keir Starmer e deixou o cargo de secretário de Saúde, abrindo caminho para uma possível contenda pela liderança do Partido Trabalhista. O movimento ocorre após uma reunião com Starmer nesta semana, segundo apurações.
Streeting, figura da ala direita do partido, vinha alinhando apoio entre deputados para uma candidatura à liderança. Em carta enviada a Starmer, ele não anunciou a própria disputa, mas sugeriu que o premiê deveria sair para viabilizar um processo de liderança com um leque amplo de candidatos.
O ex-secretário de Saúde informou à direção que perdeu confiança no atual caminho do governo. Aliados próximos também pediram a renúncia de Starmer nesta terça-feira, ampliando o debate sobre o futuro do trabalhismo.
Contexto e desdobramentos
Analistas destacam que a pressão ocorre em meio a índices de popularidade em baixa para Starmer, dois anos após sua chegada ao poder com maioria expressiva. Diversos parlamentares e apoiadores pedem espaço para o debate de ideias, não de facções.
Streeting argumentou que o momento requer um campo de candidatos amplo e uma liderança com visão clara. A sugestão inclui a participação de Andy Burnham, prefeito de Greater Manchester, como possível concorrente no processo.
Caso Starmer não se afaste, há expectativa de que ele permaneça na disputa como candidato ao cargo, o que marcaria um episódio inédito de tentativa de desestabilização de um premiê trabalhista em pleno mandato.
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