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Zema cai de cotado a vice e vira alvo do bolsonarismo após mensagens de Flávio

Críticas de Zema a Flávio Bolsonaro dificultam chapa conjunta e elevam a posição do mineiro como alternativa independente na direita

Romeu Zema diz convidar Flávio Bolsonaro para ser vice na chapa para concorrer à Presidência da República. Foto: Reprodução/@flaviobolsonaro via Instagram
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  • Zema saiu de cotado para vice de Flávio Bolsonaro a alvo do bolsonarismo após, no Instagram, criticar mensagem do senador a Daniel Vorcaro, chamada de imperdoável pelos aliados de Flávio.
  • A fala gerou reação de bolsonaristas e de filhos do ex-presidente, alimentando o atrito que complica uma eventual aliança entre Zema e Flávio.
  • Às vésperas de 2022, Flávio avaliava Zema para atrair votos em Minas; o ex-governador negou interesse na vice e passou a sinalizar independência, ao mesmo tempo em que criticava poderes, incluindo ministros do STF.
  • O conselho político de Zema avaliou cautela, entendendo que reação precipitada seria ruim para a candidatura, mas houve posição pública firme do candidato e pressões por investigações sobre o caso Master.
  • Levantamento da AP Exata Inteligência aponta Zema como o segundo mais citado nas redes após o caso; menções negativas a ele cresceram, com bolsonaristas o associando a oportunismo.

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, passou de cotado a vice de Flávio Bolsonaro a alvo do bolsonarismo após críticas às mensagens do senador a Daniel Vorcaro. Zema chamou de imperdoável o repasse de recursos para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro, em postagens no Instagram.

Segundo apuração, aliados de Zema e de Flávio avaliam que o episódio “enterra” a possibilidade de uma aliança entre os dois nomes. O episódio ocorre em meio a tratativas da campanha de Flávio para atrair votos mineiros, o segundo maior colégio eleitoral do país.

A definição sobre a vice de Flávio chegou a ser discutida pela equipe de Zema, que teria sinalizado que a candidatura é séria e que não atuaria como apoio secundário. Internamente, houve registros de divergências sobre a postura pública diante das mensagens vazadas.

A crise chegou a movimentar os índices de menções nas redes. Dados da AP Exata Inteligência indicam Zema como o segundo nome mais citado após o começo das críticas. Flávio ficou responsável por cerca de um quarto das publicações, Lula por pouco menos de 22%.

O restante das menções fica com outros atores da arena, como Renan Santos e Caiado, que também registraram↑ notável após o episódio. Analistas apontam que a crise impulsionou Zema como alternativa entre eleitores de direita e centro-direita insatisfeitos com a condução atual.

Por outro lado, o crescimento de Zema também trouxe custos. Aumento de menções negativas foi associado a críticas de bolsonaristas, que passaram a enquadrá-lo como oportunista por se manifestar contra Flávio.

No campo político, a reação inclui avaliações de que o episódio pode ter custo para a base bolsonarista, além de pressões internas em diretórios do Novo. Diversos integrantes ressaltaram que a resposta pública precisa ser cautelosa para não comprometer a candidatura.

Em resposta aos desdobramentos, aliados de Flávio e de Zema sinalizam que a disputa por cada espaço do eleitorado mineiro segue aberta, com impactos ainda incertos sobre a composição de palanques para 2026.

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