- Renan Santos, candidato do Missão, pediu ao Ministério Público Eleitoral que investigue possível caixa dois na campanha de Flávio Bolsonaro, questionando o uso de dinheiro repassado pelo banqueiro Daniel Vorcaro para produzir o filme Dark Horse.
- A PF, embasada pela sexta fase da Operação Compliance Zero e autorizada pelo ministro André Mendonça, aponta que a relação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro envolvia valores significativos.
- O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo, Romeu Zema, reagiu com vigor, chamando Flávio de responsabilidade pela exposição e dizendo que não apoiará alianças com o adversário, mantendo postura firme contra Lula.
- O ex-governador Caiado, por sua vez, adotou tom de prudência, priorizando a união da direita e cobrando explicações sem pré-julgamentos, mantendo o discurso de contenção.
- Na oposição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou que “mentira tem perna curta” e voltou a mencionar o caso, enquanto Haddad destacou a relação entre Vorcaro e o governo Bolsonaro, ao citar doações de campanha.
O áudio divulgado entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro gerou embates entre adversários na corrida presidencial. A pauta envolve possível uso de recursos para financiar o filme Dark Horse e suspeitas de caixa 2 na campanha do PL. A PF subsidia a sexta fase da Operação Compliance Zero, sob autorização do STF.
Segundo relatos, a denúncia aponta que a relação entre Flávio e Vorcaro envolvia somas significativas, sugerindo possível ocultação de recursos para campanha. A investigação é acompanhada pela imprensa e pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que pode exigir apurações formais.
Renan Santos, candidato do Missão, pediu que o MPE investigue o eventual caixa 2 e o destino dos recursos citados para a produção audiovisual. Ele quer apoio de Caiado e Zema para protocolar a representação, cobrando transparência sobre o financiamento.
Reações na direita
Zema, que esteve em Nova York, criticou publicamente Flávio após a divulgação dos áudios e afirmou que ouvir dinheiro do Vorcaro é questionável para a imprensa. O pré-candidato do Novo planeja manter tom firme, defendendo explicações sem pré-julgamentos.
Caiado, em Goiânia, avaliou que a resposta deve buscar união da direita e esclarecimentos ao lado de Flávio, sem acionar julgamentos precipitados. A equipe de Caiado crê que a postura moderada ajuda a consolidar o arco oposicionista ao PT.
Lideranças do PSD afirmam que Caiado tem alicerces para unificar o segmento. Além disso, evangélicos próximos ao candidato podem apoiar caso Michelle Bolsonaro não assuma o Senado, movimento que ainda não está decidido.
Reação no campo da esquerda
Lula mencionou em evento na Bahia que mentiras têm perna curta, reforçando o discurso de que a verdade tende a aparecer. O presidente tratou o tema como caso de polícia, sem comentar diretamente Flávio, mantendo postura de neutralidade institucional.
Fernando Haddad também destacou vínculos entre Vorcaro e a família Bolsonaro, lembrando doações anteriores do banqueiro. Ele apontou que o tema envolve questões de financiamento de campanhas e relações com o governo.
O PT amplificou o tema nas redes, com vídeos e memes cobrando explicações sobre as doações de Vorcaro às campanhas de Bolsonaro e Tarcísio. As entrevistas destacaram a conexão com operações do Banco Master, sob autorização de autoridades regulatórias.
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