- A ala majoritária do PL do Rio defende a retirada da pré-candidatura de Cláudio Castro ao Senado nas próximas semanas, após a operação da Polícia Federal.
- Uma outra parte do partido opta pela calma e diz que Castro não pode ser abandonado abruptamente, destacando que ele tem recall e muitos prefeitos sob seu guarda-chuva.
- Investigações da PF apontam que Castro usou a máquina do estado para facilitar crimes ligados ao empresário Ricardo Magro, com suspeita de pagamentos mensais superiores a R$ 300 mil a agentes públicos de alto escalão.
- Há temor de contaminação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência e de Douglas Ruas ao governo do Rio, devido à associação entre Castro e as candidaturas.
- Entre as possíveis substituições no radar estão os deputados Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante; decisões podem depender de conversas entre Flávio Bolsonaro e Castro.
A ala majoritária do PL do Rio defende a retirada já nas próximas semanas da pré-candidatura de Cláudio Castro ao Senado após a operação da Polícia Federal nesta sexta-feira. O grupo aponta risco de contágio político a Flávio Bolsonaro e a Douglas Ruas, ambos do mesmo partido.
Outra corrente dentro do PL propõe cautela e vê necessidade de manter Castro na disputa. Esses correligionários destacam que o ex-governador ainda tem apoio de prefeitos sob sua liderança e que a decisão deve depender dele e ocorrer em um momento menos conturbado.
A PF investiga uso da máquina pública para facilitar crimes atribuídos ao empresário Ricardo Magro, dono da Refit. Segundo as denúncias, agentes públicos de alto escalão teriam recebido pagamentos para favorecer o grupo, o que alimenta o questionamento sobre a elegibilidade de Castro.
No radar interno do PL, há a avaliação de que o desgaste de Castro pode tornar a candidatura de Douglas Ruas ao governo mais vulnerável. A aproximação entre Ruas e Flávio Bolsonaro é citada como risco de associação direta com o ex-governador.
Persistem dúvidas sobre como ficará a relação entre Castro, Ruas e Flávio Bolsonaro na campanha. Um grupo avalia conversar com o filho do ex-presidente para discutir a possibilidade de desistência de Castro, enquanto outro setor recomenda aguardar e manter a linha atual.
Apoiado por deputados e prefeitos, Castro ainda é visto como figura capaz de sustentar a base local. A discussão interna também envolve nomes como Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante, que já foram alvo de ações da PF anteriormente, como possíveis substitutos. Fonte: Folha.
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