- Lideranças do PL minimizam a proximidade entre Hugo Motta e Lula, dizendo que o alvo relevante é o cenário eleitoral, não o chefe do Legislativo.
- A visão é de que Tarcísio de Freitas, alinhado a Flávio Bolsonaro, tem muito mais peso eleitoral do que Motta.
- Mesmo com o Republicanos neutro, afirmam que Tarcísio é a cara do partido e que lideranças evangélicas devem seguir com o primogênito de Bolsonaro.
- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e Flávio Bolsonaro aparecem juntos em uma foto divulgada na sexta-feira, 27.
O PL avalia a proximidade entre Hugo Motta, presidente da Câmara, e Luiz Inácio Lula da Silva como um fator menos decisivo do que o alinhamento de Tarcísio de Freitas com Flávio Bolsonaro. Lideranças do centrão de sobrevida política minimizam esse trecho da disputa interna.
Segundo integrantes do partido, o foco está no impacto eleitoral de Tarcísio, líder do Republicanos em São Paulo, e no vínculo com Flávio Bolsonaro, do PL. A percepção é de que o governador paulista representa uma tendência mais forte junto ao eleitorado evangélico.
Ainda que o Republicanos permaneça com posição neutra, a avaliação interna é que a figura de Tarcísio funciona como principal vetor de apoio ao mantenedor do partido. A estratégia é capitalizar o desgaste de adversários com base em mudanças no comando político.
Impacto político e alianças
A leitura interna é de que a proximidade entre Motta e Lula não altera, de forma relevante, o cenário para as próximas eleições. O destaque fica para a provável centralidade de Tarcísio na composição de palanque com Flávio Bolsonaro.
Com a imagem de 27 de fevereiro, em registro de evento entre Tarcísio e Flávio, o grupo político reforça que a dinâmica entre lideranças é mais determinante que divergências no Legislativo. A ideia é manter o foco em propostas e alianças regionais.
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